You are currently browsing the monthly archive for Maio 2008.

As críticas acabam por se tornar acusações de que o modelo de competências “é parte integrante da lógica que orienta a estratégia de recomposição das relações entre capital e trabalho [...] que pretende desconstruir os laços de solidariedade e combatividade de classe e impondo um modelo centrado no individualismo [...]” (MANFREDI, 2006)

Heh, entendeu, temos de ser solidários, mas mesmo assim manter a combatividade.

“Em nome do altruísmo: pau neles!”

 

Mais uma para os coletivistas: vocês têm certeza que existiu uma crise “capitalista” na
década de 70? Crise do capital? Ignorando os problemas conceituais de uma afirmação como esta, eu prefiro insistir às pessoas que houve naquela época uma crise mundial de graves proporções, muito mais relevate do que qualquer crise capitalista possível: o aumento dos preços do petróleo. O petroléo era nos anos 70 uma das mais importantes fontes de energia para o mundo todo: fosse nos EUA, na URSS ou no Senegal. O que ocorreu foi que os principais produtores de petróleo do mundo perceberam isso (finalmente! trouxas), e aumentaram o preço deste bem.

Ora, pra poder desenvolver o meu querido país usando estratégias Keynesianas, eu preciso de petróleo, seja para investimento privado ou estatal. Até então, eu gastava 3 mesetas pra conseguir esse petróleo, agora eu gasto 18! OU seja, vou ter que arrumar por aí dinheiro pra conseguir bancar essas 15 mesetas de aumento, seja repassando os preços ao consumior, seja através de financiamento privado.

A URSS foi uma nação beneficiada com a crise, sendo um dos países exportadores de petróleo. Só que com o passar dos anos os países foram se adaptando aos novos preços, e a concorrência na produção conseguiu absorver os mercados até então soviéticos. O bom desempenho econômico de uns causa a derrota de outros.

Assim, existiu uma crise enorme nestes tempos, que atingiu não só as economias no mundo todo, como também instituições que não eram capazes de se ajustar à uma rápida inflação causada por fluxos econômicos. Tipo o muro de Berlim.

Aí rola aquele papo:

Ken: Como assim, rapá!? Você tá querendo me cobrar tudo isso?? Tá doido?

Mohamed: Tá achando ruim, mané? Compra com o Tovarish ali então.

Zangief: I am the Red Cyclone!

Ken: Cê vai ver um ciclone é de areia daqui a pouco… ô califa, chega aí!

 

Não. Eu nunca tive coração mesmo.

Até!

Nota: Este post foi alterado com base no “cala a boca que cê tá errado” que recebi de Matizes Escondidos.

Mas a idéia continua sendo a mesma. Dizer que a crise dos anos 70 é uma crise do capital é muita pretensão. Não é?

Nem coração, nem orgulho. :)

“Educação superior gratuita é um grande investimento nos jovens. A um custo de R$ 5 mil reais por ano, educação superior completamente gratuita seria equivalente a uma transferência de R$ 20 mil reais por jovem, considerando cursos de 4 anos. Se a educação superior não é um bem público¹ e a maioria de seus benefícios é privadamente apropriada, todos os jovens universitários deveriam receber este benefício ou apenas os mais pobres? Por que apenas os jovens em universidades públicas deveriam ser subsidiados? Por que aqueles em universidades privadas não deveriam ser igualmente tratados? Por que os que seguem outras trajetórias não merecem receber um benefício similar?

É inquestionável a importância para se reduzir as desigualdades no país de se garantir a cada jovem uma tranferência de R$ 20 mil reais para que possa iniciar sua vida. A questão é o custo de garantir esta transferência a todos os jovens e não apenas àqueles que freqüentam educação superior pública. Atualmente apenas estes recebem este benefício. Se garantida a todos os jovens universitários brasileiros [públicos e privados] este programa custaria R$ 25 bilhões ao ano. Se garantida a todos os jovens, independente se freqüentam ou não a universidade, o custo anual seria de R$ 70 bilhões. Se o benefício se limitasse aos jovens pobres o custo passaraia a ser de R$ 28 bilhões ao ano.”

Trecho extraído do texto “Confusões em torno da noção de público: o caso da educação superior”, de Ricardo Barros, Mireila de Carvalho, Samuel Franco, Rosane Mendonça, Paulo Taffner, todos do IPEA

Bem… um método alternativo às universidades públicas que poderia ser aplicado é o utilizado no Poupança Jovem. Imagine um Poupança Jovem que garantiria aos alunos, ao final do programa, R$ 20 mil? O problema é que o orçamento federal (responsável pela educação superior no país) é de cerca de R$ 16 bilhões…

Sarcasmos à parte, este trabalho é pequeno porém fantástico, e revê com frieza a instituição das universidades públicas o país. Com o fim da minha monografia, eu comento aqui com mais calma este tema.

Até!

¹ Ensino superior não é um bem público porque (a) o custo adicional por um indivíduo a mais se beneficiar do bem é diferente de zero e (b) é possível excluir uma pessoa que esteja interessada em se beneficiar deste bem. Ou seja, para cada aluno que entra no ensino público, o gasto com este aumenta; e é possível você impedir pessoas de ingressarem no ensino público. Isso implica que a iniciativa privada pode tomar a iniciativa de prover este bem se quiser (no Brasil se observa o aumento da oferta privada de ensino público).

Challengers

  • 17,758 hit combos

Ao quatro tempos

Maio 2008
D S T Q Q S S
« Abr   Set »
 123
45678910
11121314151617
18192021222324
25262728293031

Arquivo

@4ventos

  • #GALO garantido na sul-americana!As previsões mais otimistas sobre ele pararam por aqui... 1 week ago
  • Deus está no vento 2 weeks ago
  • Tem um filme que chama Chocolate, tem um filme que chama Caramelo... agora só falta um chamado Biscoito! (Quem notou foi o Dias) 3 weeks ago

Categorias