Foi assistindo Lain que eu percebi que todos estamos conectados, e como isto é cada vez mais forte, e cada vez mais claro através da conexão por computadores.
Através de Lain que soube que a nossa percepção do mundo dita majoritariamente o que valorizamos nele. Que contato é algo relativo, e que a realidade pode ser acessada de outras formas que não os cinco sentidos tradicionais.
Em Lain eu vi que você pode ser o que quiser e, virtualmente, ter uma segunda vida. As redes sociais permitem que você crie micro-sociedades paralelas, e que elas organizadas são capazes de alterar a vida real e influenciar a sociedade física. Jogos de interação online podem ser viciantes e perigosos, e os ambientes underground fazem com que você conhece todo o tipo de gente, e tenha acesso a todo o tipo de informação.
Sabe-se que mesmo todos estando conectados, as culturas e subculturas prevalecem, e pessoas como os japoneses podem continuar surpreendentes e enigmáticos com a sua própria cadeia de valores.
Por fim, percebe-se em Lain que mesmo as pessoas que pouco entendem de informática podem ser visitantes rotineiros dos mundos virtuais, e que mesmo que você não queira, sua vida pode ser afetada por informações suas que circulam pela rede sem que você sequer perceba. E que, num futuro, é possível que você consiga existir meramente como unidade de informação consciente.
Piegas? Óbvio? Estou falando de assuntos que até o Estado de Minas aborda quando fala da Internet? Verdade. A diferença é só o detalhe de que Serial Experiments Lain foi lançado em 1998.
Você se lembra do que você pensava da Internet 14 anos atrás, antes mesmo de Matrix ter saído nos cinemas?
Close the World. Open the NeXT.


1 comentário
Comentários feed para este artigo
Janeiro 29, 2012 às 11:35
Alexandre
Lain é realmente, de uma certa maneira, atemporal. Mas foi claramente inspirado em Neuromancer que é mais antigo e a base do Matrix :)