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Ao que parece, até nas aulas básicas que ensinam sobre oferta e demanda do pequeno vendedor de limonadas a partir de agora são alvos de críticas de alguns alunos – aqueles hostis ao pensameno científico econômico.
Isto porque quando Mankiw começar a desenhar seu exemplo.. “Suponham uma criança vendendo limonadas…” os alunos espertalhões vão começar a dizer “E, professor, mas você tem que ver que se a criança não tiver autorização do governo, ela não tem o direito de vender sua limonada!!”
É… a abstração em prol da lógica vai se tornar cada vez mais difícil…
Chegou até mim graças ao blogue De Gustibus Non Est Disputandum
Lucia Hippolito:
Eu gosto muito da reverência com que ela fala dos coronéis. Eles merecem o respeito dela. Mas vale lembrar que não se respeita apenas aqueles que se preza. Você respeita quem merece. Por mais que Sarney seja um monstro que corrói a democracia brasileira (nem tanto hoje quanto ontem), ele o faz com impacto e influência. E tem muita história. Ela o trata com um respeito que exala também repúdio.
Quem é capaz de tratar os seus e também os seus contrários com este nível de compostura, merece a minha admiração.
Até porque eu não sou capaz. Se aparece perto de mim Sarney me causaria náuseas. Porco nojento, imundo e
desgraçado.
Lucia Hippolito deixou um último comentário antes de entrar de férias:
“Voto proporcional em lista aberta, permissão de coligação em eleições proporcionais, mecanismo perverso de distribuição das sobras eleitorais, foro privilegiado.
Esta é uma combinação explosiva, que distorce a vontade do eleitor e cria uma casta de seres superiores, que desprezam a opinião pública e não prestam contas a ninguém.”
E eu sem tempo para posts desse tipo…
Só o comentário rápido: não se precisa de um voto distrital, só uma forma melhor de ligar o voto ao partido e o partido à pessoa. Desde minhas aulas de políticas eu cheguei à conclusão de que os partidos políticos no Brasil carecem de maturidade e identidade.
Pra mim as chances de ocorrer esta maturidade residem na cooperação entre PSDB e PT como uma única frente centro-esquerda. E a partir disto, surgir uma centro-direita legítima, e não essa coisa ruralista e paternalista esquisita que eles chamam de DEM, e eu chamo de pitorescos. E acabar com a aberração chamada PMDB.
Claro, tudo isto assumindo que os abusos de poder político e as improbidades administrativas sejam gradativamente diminuídas com o tempo.
Ta aí o que faltou no pequeno longo post da Lucia, e no meu próprio: mudar? Mas mudar como?
Lucia Hippolito:
Afinal, por mais ético que eles sejam, eles são pessoas: respondem a incentivos e são bem espertinhos.
De fato acontece um problema sistêmico… estrutural… institucional na Casa e no Senado. Mas há que se reconhecer que mensalão e casos assim não denunciam um aumento na corrupção no Governo. Na minha opinião, estes casos expostos demonstram uma evolução na capacidade (e no interesse) da sociedade em tomar conhecimento destes casos. Aliás, acredito que com a troca de governo de PSDB para PT, toda uma estrutura corrupta que haveria ali deve ter sido destruída. Assim, para montar uma nova rede de privilégios e porcarias, criou-se o mensalão (entre outros esquemas que jamais tomaremos conhecimentos.
Mas eu creio que estamos evoluindo sim.
Não só Lula foi o segundo Chefe de Estado a ser recebido pelo Sr. Hussein, como alguns blogueiros andam avaliando que nomes como Denis McDonough na Alta Administração estadunidense significará que EUA consideraram o Brasil um país para se cooperar com, não mais para se prestar simples assistência.
É nóis crescendo, na humildade!
