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Chegou até mim pelo Twitter do Alexandre Magalhães:

RT @s4Lv1n0 : RT @brenissimo : [link] – Como o Google Wave deveria ser e como ele é na pratica. #googlewave

Wave

Omega Destroyer

Que idéia fantástica! Encontrei num tweteer aí.

rio2016

From Xkcd.com.

surgery

O novo Google Wave tem a seguinte proposta: “Como seriam os e-mails se eles fosse inventados hoje?”. Naturalmente que, mesmo na terra dos “ses”, seria difícil imaginar a Internet como ela é hoje SEM e-mails. Mas enfim, a partir do mundo em que todos estamos coenctados (desde sempre?), uma ferramenta “fundamental” de comunicação precisa sempre evoluir para acompanhar nosso ritmo.

Filosofias e referências nerds de lado, eu vi o vídeo de apresentação do Google Wave ontem (o de dez minutos, não o de uma hora), no blogue Na linha do Google. E de fato o Wave é uma invenção muito louca, e com recursos fantásticos. Coisas como alto nível de interação dos comentários do seu blogue com o seu “e-mail”, em tempo real.

Mas o Google Wave me lembrou muito outro software: o OneNote, do pacote do Office. Eu já trabalhei com ele. O OneNote é uma super evolução do notepad (sabe, Jojo? NotePAAAAD): são vários blocos de nota abertos no programa ao mesmo tempo, que você separar por marcadores; escreve o texto onde quiser no bloco (caixasde texto); coloca arquivos, e-mails, planilhas .xls e outros nas notas (em qualquer lugar também); interage com os demais programas (principalmente o Outlook); não precisa se preocupar em salvar seus textos (talvez se preocupar em apagar); ativa o programa a qualquer momento pelo systray e fecha ele rápido também (algo como as notas mentais). Ou seja, ele é muito útil, muito bom, cheio de recursos e fácil de entender como usar.

Mas fácil de entender como usar não significa prático. Para você se tornar um usuário eficiente de OneNote, você tem que adquirir o costume de utilizá-lo. Rola um custo de transação entre anotar bilhetinhos nos rascunhos da mesa e usar o OneNote. Ele é tão “Overusefull” que chega a intimidar seus potenciais usuários. Resultado: quem usa o programa acha ele fantástico; quem não usa, nem lembra que ele existe (aliás, lembra do MSAccess? Aquele progranma que faz o mesmo que o Excel, só que com mais burocracia? Pois é!).

Eu temo que seja o caso do Google Wave. Para usar o Google Wave, vão rolar custos de transação: 1) largar os e-mails, já que ele vai roubar a função dos e-mails; 2) aprender a usá-lo eficiente, para que ele fique efetivamente melhor que um e-mail.

Para os entusiastas, será fantástico, porque eles vão querer aprender e vai se tornar um superemail. Mas e aqueles usuários de computadores mais passivos? Você vai convidá-los patra entrar na Wave, e eles frustramente vão reponder “ahn.. que legal… depois eu uso mais então”, e logo depois entram no Gmail ou no MSN para convidar os amigos para o churrasco.

O risco do Google Wave seguir o caminho do OneNote é alto, mas também vale lembrar duas formas de tudo dar bem certo. Uma é do próprio google: o IGoogle. O IG dá muito certo porque fica gravado como sua página inicial, assim como era o Google convencional antes. E suas superfunções não atrapalham nem um pouco a pessoa digitar na barrinha a palavra “orkut”. Até que ela descobre que o IGoogle mostra seus recados do Orkut e começa a usá-lo. Mudou o tema para alguém bonitinho, virou fã.

Outro caso mostra também como funciona as cabeças das pessoas. ICQ era coisa de nerd, e pouco a pouco as pessoas estavam aderindo a ele. Mas, mesmo caso, para usar o ICQ você tinha que se dedicar a ele pelo menos inicialmente. E é impressionante como que o fato de não precisar de um UIN fez do MSN muito mais chamativo para usuários novatos que o ICQ (que já estava repleto de usuários, o que custuima ser crucial para programas sociais darem certo). O MSN não usava UIN, usava o próprio e-mail da pessoa. E não precisava apertar Ctrl+Enter ou Alt+S para mandar a mensagem: era só Enter. Daí para emoticons foi um pulo. Boom de MSN (pelo menos no Brasil). E isso também contando que o MSN não tinha muitas funções do ICQ.

Aliás, meu UIN é 100772359!

Até!

Eu comprei para minha querida namorada, uma quase-cinéfila, a revista Especial Bravo! 100 Filmes Essenciais.

O pessoal da Bravo! em si não influenciou muito na escolha dos filmes – eles pegaram catálogos internacioanis para listar os filmes, e complementaram com seus próprios comentários. Iteressantíssima a revista, tanto que já estou procurando a Especial Bravo! 100 Livros Essenciais da Literatura Mundial.

Eu sempre fui péssimo com cinema. Nada cinéfilo. Aliás, male male assisti aos famosos filmes da Sessão da Tarde. Mas, no intuito de mudar esta minha realidade, resolvi encarar o desafio de assistir os filmes listados na Bravo!

Comecei ontem com Amor a flor da pele, de Won Kar Wai. Hoje eu aluguei o Cidadão Kane, de Orson Welles (ainda não assisti).

Não vou seguir a ordem da revista, pelo menos não esta semana. Ainda tenho que, inclusive, marcar os filmes que eu já tinha visto (O poderoso chefão por exemplo, é um dos filmes que eu não vi).

E claro que os leitores assíduos do meu blogue vão acompanhar toda a trajetória cinematográfica deste que vos escreve!

Ah! E esta semana continua o Indie 2009, Tecer e Mostravídeo Itaú Cultural Machinimas

Até!

Aprenda a ser legal com eles!

Andy Samberg – Cool guys don`t look at explosions

Seems like these days the whole worlds on fire
Things keep blowin the hell up
And all these rubberneckers and lookie loo's stand slackjawed starin'
The real men have the nuts to walk away
Girl, cool guys don't look at explosions
They blow things up and then walk away
Who's got time to watch and explosion?
Because cool guys have errands they have to walk too
Keep walkin', Keep shinin'
Don't look back, keep on walkin'
Keep Struttin', Slow motion
The more you ignore it, the cooler you look
(introduces Neil Diamond aka Will Ferril)
HAHAHA Where are we?
Cool guys don't look at explosions
They stride for it in thier diamond covered boots
They wear jumpsuits with glitter and rhinestones
And walk away in slow motion
Keep walkin; You're cruisin'
Cherry Cherry.. Sweet Caroline
Denzel walks, Will Smith walks
Mark Wahlburg is wearin' a hat!
KEYBOARD SOLO JJ ABRAMS!!
(solo...'Now you're talkin'!)
BECAUSE...
Cool guys don't look at explosions,
The flames are hot, but thier heart is chill
Walk fast from the roarin' explosion,
And don't think about the people you killed
2 3 4!
(outro keyboard solo)

No novo blogue que eu estou assinando, Melhores do Mundo, fez-se uma rápida reflexão sobre “O parceiro que substituiu o mentor” nos quadrinhos, ou seja, quando um herói clássico é substuído por outro novo e revolucionário. Ele defende que Wally West tenha sido uma boa substituição para Barry Allen (O Flash). Ele critica Kyle Rayner, o lanterna Verde subtituo de Hal Jordan.

Eu gostei do que ele disse. Menos da crítica ao Kyle Rayner.

Não só eu gosto do Kyle Rayner como personagem. Ele não é, na minha opinião, um semblante do Peter Parker. Nada além daquilo que um novo personagem pode ser referência a um clássico. Se você perseguir características semelhantes você acha, mas não são elas que fazem o personagem. A idéia (pelo menos a idéia que eu captei) é a de ter um Lanterna Verde com a carcaterística de usar os poderes com criatividade (por isso o desenhista), que diferente dos anteriores, seria um legado de uma tradição gigantesca criada não só pela lenda de Hal Jordan, mas também por toda a Tropa dos Lanternas Verdes. O último dos Lanternas é um conceito de nível épico, tal qual o último filho de Kripton ou o solitário vigilante de Gotham (não tão soliário assim, mas enfim…). A semelhança com o Homem-Aranha fica por conta da juventude do personagem e das trapalhadas que acontecem em sua vida por ser um “super-herói por acaso”.

Outra razão por ser um bom substituto de Hal Jordan é o cenário no qual ele foi criado. Crepúsculo Esmeralda é uma das histórias mais impactantes da DC nos anos 90 (Não tive a oportunidade de lê-la. Eu a foliei com cuidado, li resenhas e li a saga imadiatamente posterior, Zero Hora). Hal Jordan, um dos mais clássicos heróis dos quadrinhos, cai em desgraça e ataca seus próprios aliados, tudo para conseguir poder suficiente para reconstruir a realidade (pouco ambicioso…). Incrível a ousadia da DC em questionar suas estruturas clássicas e rever o conceito de um personagem como hal Jordan. E para deixar o impacto firme, seria preciso, como o blogueiro acima disse, um personagem completamente diferente do original. Muitas seriam as possibilidades em cima de Jordan e Rayner.

Mas a DC atualmente resolveu tornar Crepúsculo Esmeralda e Zero Hora menores. Politicamente corretos em exagero, resolveram “revelar” que Hal Jordan não caiu em desgraça por descisão própria. Ele teria sido contaminado por uma entdiade que o influenciou maleficamente a cometer todos os crimes que resultaram nas sagas acima. (Você conhece algo parecido?) Não só retornaram com Hal Jordan, como também ressuscitaram seu vilão maior e a Tropa dos Lanternas Verdes.

Aí sim, Kyle Rayner perde muito de seu valor. Ele é só mais um Lanterna, que vive na sombra dos heróis de postura clássica, Hal Jordan e sua “versão afro”, nas palavras do blogueiro.

Por estes motivos eu creio que meu tempo com quadrinhos passou. Não por ter amadurecido ou coisa parecida, mas porque sou um nerd destes que gosta de coerência e cenários bem estabelecidos.

Kyle Rayner

Há poucas semanas eu escutei os novos álbuns de Metallica e Guns ‘n Roses. Desde então pensei num post sobre a época em que eu ouvia estas duas bandas. Com a fatídica morte de Michael Jackson, eu senti que era mesmo a hora de falar daqueles tempos.

A época que eu falo é a primeira metade da década de 90: 1991 a 1995. É verdade que eu sou da opinião de que as décadas andam muito mais em decênios de 5 dígitos (66-75;76-85;86-95;96-2005;2006-2015…). Opinião intuitiva, sem muita fundamentação. O que importa aqui é que eu tenho a impressão de que 91-95 era a época de consolidar e esgotar tudo que fora criado nos anos 80.

Naquele tempo, eu era um pirralho, e do tipo que fazia muita bagunça. Eu adorava a companhia de meus primos da capital, todas as férias. Eles sempre me mostravam novidades incríveis, e eu ficava deslumbrado com tudo. Tudo menos comidas – custei a ter coragem de experimentar McDonalds e Pizzas diferentes. Por exemplo, foram eles que me apresentaram pela primeira vez um Compact Disc – justamente Dangerous. E, não sei se vocês se lembram, a capa deste álbum parece uma obra Rococó vienense! Aliás, os vestígios dos anos 80 ainda eram fortíssimos, e tudo na cultura era colorido de uma maneira brilhante e bizarra.

Neste tempo eu ainda não tinha condicões de formar minhas próprias opiniões (eu mal tinha 10 anos!). Mas várias coisas me marcaram.

Michael Jackson era mesmo uma delas. Foi talvez o primeiro cantor que eu realmente gostei. Meu pai trabalhava numa rádio de Campo Belo, e eu sempre pedia para tocarem músicas dele (quase sempre me davam um cano). Já meu irmão, bem mais velho que eu tinha sim seus gostos, e graças a mexericos nas gavetas dele eu pude ouvir Black Album, Guns ‘n Roses, Nirvana, Skank, Biquini Cavadão, Raimundos e… Miquinhos Amestrados!! Minha capacidade de interpretação era.. diferenciada: por exemplo eu associava Enter Sandman a ninjas, e Nothing Else Matters a ninjas morrendo dramaticamente…

A TV ainda era muito importante no meu dia a dia. Lembro de como me viciei em Tartarugas Ninjas e os Trapalhões. Gostava muito de Changeman e Jiraya, mas me recusava a assistir Jaspion ou Flashman…agora só não me pergunte que critério excêntrico eu utilizava para saber diferenciar a “qualidade” das obras. Eu passava longe de Sessão da Tarde. Só assistia filmes alugados, como as Tartarugas supracitadas ou Short Circuit 2. (Até hoje pago o preço por isso: nunca vi filmes como Curtindo a vida adoidado…). Uma tia minha foi morar nos EUA nessa época, e começou a me mandar filmes para assistir, mas eu ainda não entendia o inglês deles.

Eu comecei a ler quadrinhos e revistas. Eu viciei em revistas. Assinei minha primeira Superinteressante em 1993. Minhas duas primeiras HQs foram Grandes Encontros Marvel e DC: Super-Homem vs Homem-Aranha e “A aventura máxima dos titãs.”

Videogames entrariam na minha vida pra valer nesses anos. Eu não me tornei um nerd por causa de videogames, mas o primeiro sinal de que eu seria um freak surgiu assim. De longe, Mega Drive é o console mais gostoso de se jogar. Eu orgulhosamente fui o primeiro a alugar a fita Sonic 2 em Campo Belo; viciei em Street Fighter; era louco com jogos como Street Fighter II, Streets of Rage 2, Fifa Soccer… eu acordava todo sábado 6h30m da manhã para entrar na fila da Brinquei e alugar fitas antes dos outros (e ficava puto com quem as alugava na sexta…). Lembro do primeiro computador que eu vi. Era verde e preto, e o rapaz jogava Prince of Persia.

Isto tudo, claro, seguiu até o dia em que eu assisti a este episódio, ouvia Qualquer bobagem e tudo mudaria…

Como estas variáveis influenciaram no meu gosto atual? Não sei bem. Até pouco tempo atrás eu dividia meu gosto em antes e depois de Evangelion e a Internet. Mas as vezes sinto que vai mais além disso.

Fiquei agora curioso em pensar o que meus amigos ouviam, assistiam e jogavam nessa época?

Um artigo muito interessante do Omelete, “O que o mercado de HQs dos EUA tem contra os roteiristas brasileiros?”, de Érico Assis, é baseado em um comentário de Joe Quesada sobre a resistência do mercado de quadrinhos dos EUA em absorver roteiristas estrangeiros. Roteiristas, mas não desenhistas. Em suma, ele pensa que pessoas que não tenham o inglês como língua nativa teriam dificuldade em escrever histórias para o público estadunidense.

Vale a pena ler o artigo, que conta com comentários de roteiristas brasileiros famosos. Da minha parte, poderia até concordar que a diferença cultural é crucial para o desenvolvimento de roteiros, mas não consigo acreditar que isto seria ruim para o mercado. Não existe nada melhor para uma casa de idéias do que troca de idéias. Experimentar, e mais do que isto dar a chance aos de língua estrangeira mostrarem seus currículos, permitiria surgir não só oportunidades novas de quadrinhos, bem como poderia atiçar a criatividade dos próprios roteiristas já residentes no mercado das comic books.

Ah!
Eu voltei. (:

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