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Chegou até mim pelo Twitter do Alexandre Magalhães:

RT @s4Lv1n0 : RT @brenissimo : [link] – Como o Google Wave deveria ser e como ele é na pratica. #googlewave

Wave

Eu devia ter apertado esta tecla a algum tempo atrás. Já estava mais do que na hora de descer do troninho infame de quem acha que sabe o que os outros querem dizer.

O novo Google Wave tem a seguinte proposta: “Como seriam os e-mails se eles fosse inventados hoje?”. Naturalmente que, mesmo na terra dos “ses”, seria difícil imaginar a Internet como ela é hoje SEM e-mails. Mas enfim, a partir do mundo em que todos estamos coenctados (desde sempre?), uma ferramenta “fundamental” de comunicação precisa sempre evoluir para acompanhar nosso ritmo.

Filosofias e referências nerds de lado, eu vi o vídeo de apresentação do Google Wave ontem (o de dez minutos, não o de uma hora), no blogue Na linha do Google. E de fato o Wave é uma invenção muito louca, e com recursos fantásticos. Coisas como alto nível de interação dos comentários do seu blogue com o seu “e-mail”, em tempo real.

Mas o Google Wave me lembrou muito outro software: o OneNote, do pacote do Office. Eu já trabalhei com ele. O OneNote é uma super evolução do notepad (sabe, Jojo? NotePAAAAD): são vários blocos de nota abertos no programa ao mesmo tempo, que você separar por marcadores; escreve o texto onde quiser no bloco (caixasde texto); coloca arquivos, e-mails, planilhas .xls e outros nas notas (em qualquer lugar também); interage com os demais programas (principalmente o Outlook); não precisa se preocupar em salvar seus textos (talvez se preocupar em apagar); ativa o programa a qualquer momento pelo systray e fecha ele rápido também (algo como as notas mentais). Ou seja, ele é muito útil, muito bom, cheio de recursos e fácil de entender como usar.

Mas fácil de entender como usar não significa prático. Para você se tornar um usuário eficiente de OneNote, você tem que adquirir o costume de utilizá-lo. Rola um custo de transação entre anotar bilhetinhos nos rascunhos da mesa e usar o OneNote. Ele é tão “Overusefull” que chega a intimidar seus potenciais usuários. Resultado: quem usa o programa acha ele fantástico; quem não usa, nem lembra que ele existe (aliás, lembra do MSAccess? Aquele progranma que faz o mesmo que o Excel, só que com mais burocracia? Pois é!).

Eu temo que seja o caso do Google Wave. Para usar o Google Wave, vão rolar custos de transação: 1) largar os e-mails, já que ele vai roubar a função dos e-mails; 2) aprender a usá-lo eficiente, para que ele fique efetivamente melhor que um e-mail.

Para os entusiastas, será fantástico, porque eles vão querer aprender e vai se tornar um superemail. Mas e aqueles usuários de computadores mais passivos? Você vai convidá-los patra entrar na Wave, e eles frustramente vão reponder “ahn.. que legal… depois eu uso mais então”, e logo depois entram no Gmail ou no MSN para convidar os amigos para o churrasco.

O risco do Google Wave seguir o caminho do OneNote é alto, mas também vale lembrar duas formas de tudo dar bem certo. Uma é do próprio google: o IGoogle. O IG dá muito certo porque fica gravado como sua página inicial, assim como era o Google convencional antes. E suas superfunções não atrapalham nem um pouco a pessoa digitar na barrinha a palavra “orkut”. Até que ela descobre que o IGoogle mostra seus recados do Orkut e começa a usá-lo. Mudou o tema para alguém bonitinho, virou fã.

Outro caso mostra também como funciona as cabeças das pessoas. ICQ era coisa de nerd, e pouco a pouco as pessoas estavam aderindo a ele. Mas, mesmo caso, para usar o ICQ você tinha que se dedicar a ele pelo menos inicialmente. E é impressionante como que o fato de não precisar de um UIN fez do MSN muito mais chamativo para usuários novatos que o ICQ (que já estava repleto de usuários, o que custuima ser crucial para programas sociais darem certo). O MSN não usava UIN, usava o próprio e-mail da pessoa. E não precisava apertar Ctrl+Enter ou Alt+S para mandar a mensagem: era só Enter. Daí para emoticons foi um pulo. Boom de MSN (pelo menos no Brasil). E isso também contando que o MSN não tinha muitas funções do ICQ.

Aliás, meu UIN é 100772359!

Até!

De Gustibus non Est Disputandum: “Um país de todos requer políticos que realmente combatam privilégios e não que os criem.”

Gosto muito quando o professor Shikida argumenta e dá sua própria opinião. Normalmente ele s’sabe das coisas, guarda pra ele, joga a ironia e eu que tenho que me virar pra investigar do que se trata! heheh

Até!

A idéia foi fantástica, aliás. Gosto muito de futebol justamente por esse lado mais tático e competitivo, ao contrário dos saudosistas que preferem o futebol arte e talento.

Goleiros que esperam o chute para depois pular (ou cair, como diz o Marcos), pra mim parecem ter mais chances de defender, justamente por ser permitida a paradinha.

Futebl é uma diversão muito interessante. O esporte mais democrático de todos, dizem alguns, por ser aquele onde um baixinho como Maradona seja o segundo melhor jogador. E por permititr, de certa forma, mais velhos também joguem (como o Romário, futebol de areia, futebol society e etc.).

Só não permite que nerds joguem… imagine eu chutando bolas! hahaha

Leiam o que procuraram para encontrar meu blogue:

naquela praça suja com merda de pombo,patrulhada pelo sexo! ele chega as quatro com lindo sapato para vender o seu amplexo! e os homens passam,notam seu bigode mas na coxa se extravasam veio sua amiga,a loira josé, convidando pró café e ao segundo brandy já josé se expande! esboroando seu batom! amanhã não estaremos aqui, veja se bebe um pouco e sorri e tira esses olhos do chão! o futura é lindo: eu já vi! e o avião vai directo para lá! vamos embora dessa aflição! e manuel morena tomou seus calmantes por causa dos joanetes e disse cansado que estava assustado pois nunca tinha voado! e se há um acidente?e se o passaporte…? será que não sentes o medo da morte? me da um cigarro. me dói a cabeça. pra que tanta pressa? e a depilação? amanhã não estaremos aqui, veja se bebe um pouco e sorri e tira esses olhos do chão! o futura é lindo: eu já vi! e o avião vai directo para lá! vamos embora dessa aflição! no dia seguinte no canto da praça, quem passou podia ver duas prostitutas,tão deselegantes acenando prá você!

É a letra inteira da música São Paulo 451! O que a pessoa queria? Quem sabe uma letra inteira e nã sabe o nome da música? Eu heim…

Spider-man

Corrigir erros dos outros é arriscado…

Lucia Hippolito:

“Estamos assistindo a um duelo de morte. Entre o velho coronelismo e os novos tempos de internets, blogs, twitters e julgamentos em tempo real.”

Eu gosto muito da reverência com que ela fala dos coronéis. Eles merecem o respeito dela. Mas vale lembrar que não se respeita apenas aqueles que se preza. Você respeita quem merece. Por mais que Sarney seja um monstro que corrói a democracia brasileira (nem tanto hoje quanto ontem), ele o faz com impacto e influência. E tem muita história. Ela o trata com um respeito que exala também repúdio.

Quem é capaz de tratar os seus e também os seus contrários com este nível de compostura, merece a minha admiração.

Até porque eu não sou capaz. Se aparece perto de mim Sarney me causaria náuseas. Porco nojento, imundo e
desgraçado.

No novo blogue que eu estou assinando, Melhores do Mundo, fez-se uma rápida reflexão sobre “O parceiro que substituiu o mentor” nos quadrinhos, ou seja, quando um herói clássico é substuído por outro novo e revolucionário. Ele defende que Wally West tenha sido uma boa substituição para Barry Allen (O Flash). Ele critica Kyle Rayner, o lanterna Verde subtituo de Hal Jordan.

Eu gostei do que ele disse. Menos da crítica ao Kyle Rayner.

Não só eu gosto do Kyle Rayner como personagem. Ele não é, na minha opinião, um semblante do Peter Parker. Nada além daquilo que um novo personagem pode ser referência a um clássico. Se você perseguir características semelhantes você acha, mas não são elas que fazem o personagem. A idéia (pelo menos a idéia que eu captei) é a de ter um Lanterna Verde com a carcaterística de usar os poderes com criatividade (por isso o desenhista), que diferente dos anteriores, seria um legado de uma tradição gigantesca criada não só pela lenda de Hal Jordan, mas também por toda a Tropa dos Lanternas Verdes. O último dos Lanternas é um conceito de nível épico, tal qual o último filho de Kripton ou o solitário vigilante de Gotham (não tão soliário assim, mas enfim…). A semelhança com o Homem-Aranha fica por conta da juventude do personagem e das trapalhadas que acontecem em sua vida por ser um “super-herói por acaso”.

Outra razão por ser um bom substituto de Hal Jordan é o cenário no qual ele foi criado. Crepúsculo Esmeralda é uma das histórias mais impactantes da DC nos anos 90 (Não tive a oportunidade de lê-la. Eu a foliei com cuidado, li resenhas e li a saga imadiatamente posterior, Zero Hora). Hal Jordan, um dos mais clássicos heróis dos quadrinhos, cai em desgraça e ataca seus próprios aliados, tudo para conseguir poder suficiente para reconstruir a realidade (pouco ambicioso…). Incrível a ousadia da DC em questionar suas estruturas clássicas e rever o conceito de um personagem como hal Jordan. E para deixar o impacto firme, seria preciso, como o blogueiro acima disse, um personagem completamente diferente do original. Muitas seriam as possibilidades em cima de Jordan e Rayner.

Mas a DC atualmente resolveu tornar Crepúsculo Esmeralda e Zero Hora menores. Politicamente corretos em exagero, resolveram “revelar” que Hal Jordan não caiu em desgraça por descisão própria. Ele teria sido contaminado por uma entdiade que o influenciou maleficamente a cometer todos os crimes que resultaram nas sagas acima. (Você conhece algo parecido?) Não só retornaram com Hal Jordan, como também ressuscitaram seu vilão maior e a Tropa dos Lanternas Verdes.

Aí sim, Kyle Rayner perde muito de seu valor. Ele é só mais um Lanterna, que vive na sombra dos heróis de postura clássica, Hal Jordan e sua “versão afro”, nas palavras do blogueiro.

Por estes motivos eu creio que meu tempo com quadrinhos passou. Não por ter amadurecido ou coisa parecida, mas porque sou um nerd destes que gosta de coerência e cenários bem estabelecidos.

Kyle Rayner

Do Not Tupy:

“A lógica da liberdade positiva não é falha em si: de fato, a necessidade e a escassez diminuem a “liberdade”, assim como as leis da física, o fato de você não ter uma máquina do tempo, não respirar embaixo d’água, não ser Napoleão Bonaparte… É o conceito de liberdade do moleque birrento, considerar como opressão não poder fazer tudo o que se quer na hora que se quer, e ter todas as coisas que se quer.”

Fazia tempo que eu não o visitava. E eu o revi num momento certo: ele foi muito feliz nas colocações sobre a liberdade positiva. Que eu nem sabia que tal conceito tinha definição e nome… para além do mundo das idéias.

E é engraçado quando eu discuto estas noções perversas de liberdade. As pessoas começam a defender liberdade, liberdade, liberdade.. e eu paro para questionar: muitas vezes as pessoas acham que estão exigindo liberdade, quando na verdade o que elas querem é poder.

A diferença às vezes não é simples.

Liberdade é a oportunidade que você tem de escolher qual fim você quer alcançar. Os meios ainda devem depender das suas capacidades, de sorte e, naturalmente, da liberdade do próximo. Como conciliar a sua liberdade com a liberdade do próximo*? Neste sentido, a necessidade de cumprir requisitos para alcançar um fim pode garantir que as demais pessoas também tenham de cumprir requisitos para alcançar o mesmo fim, mesmo que os meios dela possam ser outros.

Já quando você crê que o importante não é só escolher um fim, incluindo também esclher os meios para alcançar este fim, dai você está querendo ganhar, além de liberdade, poderes. Você não quer simplesmente seguir a carreira de escritor de blogs que mora no Leblon. Você quer que isto seja mais fácil de se alcançar do que realmente é. Você quer que as pessoas facilitem, colaborem, não concorram, aceitem, você que que a sorte seja igual pra todos. Para estas coisas, é preciso poder: para alterar as suas capacidades (ou os critérios de avaliação de suas capacidades), a própria sorte (ou a sorte dos outros), e você quer que as pessoas não te atrapalhem (ferindo a liberdade delas de escolher serem pedras nos seu caminho, seja qual for as razões delas).

Tem uma situação que pode parecer maluca a princípio, mas que para mim caracteriza bastante a como noção de liberdade é paradoxal.

A minha amada escritora do blog Publicidade Positiva, questiona o tamanho grau de vigília da sociedade (radares, câmeras fiscalizações, conferências de documentos e coisas do gênero), acusando estas medidas de serem geradoras de desconfiança, que por sua vez criam mais desconfiança e, enfim, desafeto na sociedade.

Eu já penso que estas medidas de monitoramento e controle são formas de demonstrar confiança na sociedade! Porque as pessoas são livres: se elas quiserem agir de má fé, elas tem a liberdade de querer fazê-lo. Cabe à sociedade respeitar essa decisão e impedir que tais pessoas tomem a iniciativa, ou punir quem a tenha realizado. Assim, por respeito a você, à sua liberdade e ao seu papel na sociedade, eu quero ver suas credenciais de boa pessoa, e se você não for uma boa pessoa, quero impedir que você prejudique os demais. Perceba que isso serve porque o safadinho tem liberdade (de agir de má fé) e o vigia também (de tentar impedir que uma atitude de má fé prejudique alguém). A confiança? A confiança vem da postura dos monitores: quando um segurança numa boite revista você, ele está confiante de que você terá uma arma ou está confiante de que no máximo ele tira umas casquinhas hoje?

Posso ir mais longe! Posso inferir que quando você exige que não sejam mais necessárias vigílias, e que assim devemos confiar nas pessoas, você está na verdade exigindo dois poderes: primeiro o poder de impedir que as pessoas escolham agir de má fé, para que assim você não precise se preocupar com segurança; segundo o poder de impedir que os demais sejam desconfiados (afinal, se uma pessoa for desconfiada, a única solução para a satisfação dela é promover a vigília)

Concluindo**: liberdade é um conceito complexo, que muito facilmente pode cair em contradição ou se tornar uma hipocrisia. E a solução da questão da liberdade passa pelo respeito à liberdade do próximo: até que ponto
suas exigências não ferem a liberdade alheia?

Até!
* Desculpem o excesso de palavras repetidas e escassez de recursos textuais… são 1h23m da manhã de domingo e eu acabei de chegar de uma mesa de bar.
** Este texto ficou BEM complexo. Se as melhores mentes leitoras do meu blogue não entenderem, por favor manifestem-se!

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