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O doutor em sociologia Paulo Roberto Almeida está lançamento uma série de ensaios chamada Falácias Acadêmicas. Fantástico, porém enorme conteúdo, que eu vou lamentar muito se não conseguir lê-lo. Aliás, estou fracassando muito nestes últimos meses na minha missão de ler um livro de ficção, seguido de um livro de não ficção, seguido de um artigo. Eu empaquei na leitura de O município no Brasil e na Alemanha, e agora estou empacando em Ilíada. Mas eu vou insistir.

De qualquer forma, voltando a falar de Paulo Roberto Almeida, as falácias que ele se propõe a discutir me incomodam desde meados da minha faculdade, e agora são terreno fértil para minhas leituras acadêmicas. Espero que de mais pessoas também.

Até!

De Gustibus non Est Disputandum: “Um país de todos requer políticos que realmente combatam privilégios e não que os criem.”

Gosto muito quando o professor Shikida argumenta e dá sua própria opinião. Normalmente ele s’sabe das coisas, guarda pra ele, joga a ironia e eu que tenho que me virar pra investigar do que se trata! heheh

Até!

Spider-man

Corrigir erros dos outros é arriscado…

Do Not Tupy:

“A lógica da liberdade positiva não é falha em si: de fato, a necessidade e a escassez diminuem a “liberdade”, assim como as leis da física, o fato de você não ter uma máquina do tempo, não respirar embaixo d’água, não ser Napoleão Bonaparte… É o conceito de liberdade do moleque birrento, considerar como opressão não poder fazer tudo o que se quer na hora que se quer, e ter todas as coisas que se quer.”

Fazia tempo que eu não o visitava. E eu o revi num momento certo: ele foi muito feliz nas colocações sobre a liberdade positiva. Que eu nem sabia que tal conceito tinha definição e nome… para além do mundo das idéias.

E é engraçado quando eu discuto estas noções perversas de liberdade. As pessoas começam a defender liberdade, liberdade, liberdade.. e eu paro para questionar: muitas vezes as pessoas acham que estão exigindo liberdade, quando na verdade o que elas querem é poder.

A diferença às vezes não é simples.

Liberdade é a oportunidade que você tem de escolher qual fim você quer alcançar. Os meios ainda devem depender das suas capacidades, de sorte e, naturalmente, da liberdade do próximo. Como conciliar a sua liberdade com a liberdade do próximo*? Neste sentido, a necessidade de cumprir requisitos para alcançar um fim pode garantir que as demais pessoas também tenham de cumprir requisitos para alcançar o mesmo fim, mesmo que os meios dela possam ser outros.

Já quando você crê que o importante não é só escolher um fim, incluindo também esclher os meios para alcançar este fim, dai você está querendo ganhar, além de liberdade, poderes. Você não quer simplesmente seguir a carreira de escritor de blogs que mora no Leblon. Você quer que isto seja mais fácil de se alcançar do que realmente é. Você quer que as pessoas facilitem, colaborem, não concorram, aceitem, você que que a sorte seja igual pra todos. Para estas coisas, é preciso poder: para alterar as suas capacidades (ou os critérios de avaliação de suas capacidades), a própria sorte (ou a sorte dos outros), e você quer que as pessoas não te atrapalhem (ferindo a liberdade delas de escolher serem pedras nos seu caminho, seja qual for as razões delas).

Tem uma situação que pode parecer maluca a princípio, mas que para mim caracteriza bastante a como noção de liberdade é paradoxal.

A minha amada escritora do blog Publicidade Positiva, questiona o tamanho grau de vigília da sociedade (radares, câmeras fiscalizações, conferências de documentos e coisas do gênero), acusando estas medidas de serem geradoras de desconfiança, que por sua vez criam mais desconfiança e, enfim, desafeto na sociedade.

Eu já penso que estas medidas de monitoramento e controle são formas de demonstrar confiança na sociedade! Porque as pessoas são livres: se elas quiserem agir de má fé, elas tem a liberdade de querer fazê-lo. Cabe à sociedade respeitar essa decisão e impedir que tais pessoas tomem a iniciativa, ou punir quem a tenha realizado. Assim, por respeito a você, à sua liberdade e ao seu papel na sociedade, eu quero ver suas credenciais de boa pessoa, e se você não for uma boa pessoa, quero impedir que você prejudique os demais. Perceba que isso serve porque o safadinho tem liberdade (de agir de má fé) e o vigia também (de tentar impedir que uma atitude de má fé prejudique alguém). A confiança? A confiança vem da postura dos monitores: quando um segurança numa boite revista você, ele está confiante de que você terá uma arma ou está confiante de que no máximo ele tira umas casquinhas hoje?

Posso ir mais longe! Posso inferir que quando você exige que não sejam mais necessárias vigílias, e que assim devemos confiar nas pessoas, você está na verdade exigindo dois poderes: primeiro o poder de impedir que as pessoas escolham agir de má fé, para que assim você não precise se preocupar com segurança; segundo o poder de impedir que os demais sejam desconfiados (afinal, se uma pessoa for desconfiada, a única solução para a satisfação dela é promover a vigília)

Concluindo**: liberdade é um conceito complexo, que muito facilmente pode cair em contradição ou se tornar uma hipocrisia. E a solução da questão da liberdade passa pelo respeito à liberdade do próximo: até que ponto
suas exigências não ferem a liberdade alheia?

Até!
* Desculpem o excesso de palavras repetidas e escassez de recursos textuais… são 1h23m da manhã de domingo e eu acabei de chegar de uma mesa de bar.
** Este texto ficou BEM complexo. Se as melhores mentes leitoras do meu blogue não entenderem, por favor manifestem-se!

Do Blogue Código Aberto:

“O sistema tradicional, onde o repórter constrói a história e depois a publica, está sendo rapidamente substituído por um novo modelo em que uma cobertura jornalística começa com o acúmulo desordenado de boatos e rumores pela internet e para só depois ganhar repercussão na imprensa convencional.”

Meu palpite sempre foi de que isto é o que deveria acontecer, com o barateamento da informação, para que o jornalismo se mantivesse útil e interessante. A informação livremente compartilhada é tão crua quanto os boatos soltos numa cidade pequena ou numa empresa. Cabe a um profissional o trabalho de apurar o caos e transformá-lo em fatos. Mas também cabe ao interessado filtrar do trabalho do profissional aquilo que é fato do que é opinião, como sempre. E agora este interessado tem uma ferramenta própria para isso: o mesmo caos.

Todos estamos conectados.

Ontem antes de ir dormir eu resolvi escutar algumas músicas do Pato Fu. Banda que a meses eu não ouvia. Isto foi um pouco antes de dormir. Coincidência (ou não, como o tema deste post sugere), eu sonhei com a banda. Sonhei que eu era m convidado especial para um videoclipe com eles. O pequeno detalhe de que eu não sei tocar nenhum instrumento musical (menos ainda cantar) não precisa ser relevado.

Eu já tinha ouvido dizer que as últimas coisas que você percebe ou reflete antes de ir dormir serão muito influentes nos seus sonhos ao longo da noite. Dizem que, exercitando, você pode até controlar esta característica: mentalizando coisas propositadamente logo antes de ir dormir para sonhar com elas.

E tem também o eterno papo do subconsciente. Será que eu sonhei com a banda porque eu queria fazer parte dela mesmo? Normalmente as pessoas tratam de maneira confusa estas situações: umas são normativas ao consultar livros genéricos sobre sonos; enquanto outras fazem dos argumentos de maneira ad hoc (não importa o que você sonhos, isto será uma prova de que sonhos são influenciados pelas suas vontades secretas).

De qualquer maneira, lembrei de uma frase: “se você nunca foi comunista, é porque nunca teve um bom coração”. Penso diferente: “se você nunca quis ser artista, você nunca teve coração”. Não concorda?

Aliás, imagine aquele mundo comunista maravilhoso, onde as pessoas sempre irão trabalhar com aquilo que querem trabalhar, pois todos têm direito ao mesmo grau de satisfação na sociedade (ou você acha que as pessoas parariam de exigir após terem todos seus recursos socializados? Feliz, mas não final feliz.) Todos quererão ser artistas. Na melhor das hipóteses, tdos vão querer trabalhar com aquilo que mais gosta, tratando o trabalho assim como o artista trata sua arte.

Ou seja, os recursos serão socializados, para alcançar a máxima felicidade de todos. E os sonhos?

PS: O tom “político” não é proposital. O assunto do post continuou sendo como as pessoas se enxergam. (Eu sei que eu sou difícil de entender…)

Direto do XKCD

Fermirotica

Até!
(:

Uma incrível e ilustrada explicação sobre como melhor perceber o mundo com a mente aberta. E de como muitas, mas muitas pessoas acreditam possuí-las, mesmo estando longe disto…

Pratique o conhecimento. É mais difícil do que parece. E é menos recompensador do que buscar a felicidade individual.

(:

Veio até mim graças ao Not Tupy. Aliás, sendo Not Tupy o blogue cujo autor recentemente andou provocando falácias lógicas e me acusando de não conversar comogente grande no blogue dele. Sendo também o mesmo que veio até meu blogue para me convidar a visitar novamente o Not Tupy! hehe

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