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O novo Google Wave tem a seguinte proposta: “Como seriam os e-mails se eles fosse inventados hoje?”. Naturalmente que, mesmo na terra dos “ses”, seria difícil imaginar a Internet como ela é hoje SEM e-mails. Mas enfim, a partir do mundo em que todos estamos coenctados (desde sempre?), uma ferramenta “fundamental” de comunicação precisa sempre evoluir para acompanhar nosso ritmo.

Filosofias e referências nerds de lado, eu vi o vídeo de apresentação do Google Wave ontem (o de dez minutos, não o de uma hora), no blogue Na linha do Google. E de fato o Wave é uma invenção muito louca, e com recursos fantásticos. Coisas como alto nível de interação dos comentários do seu blogue com o seu “e-mail”, em tempo real.

Mas o Google Wave me lembrou muito outro software: o OneNote, do pacote do Office. Eu já trabalhei com ele. O OneNote é uma super evolução do notepad (sabe, Jojo? NotePAAAAD): são vários blocos de nota abertos no programa ao mesmo tempo, que você separar por marcadores; escreve o texto onde quiser no bloco (caixasde texto); coloca arquivos, e-mails, planilhas .xls e outros nas notas (em qualquer lugar também); interage com os demais programas (principalmente o Outlook); não precisa se preocupar em salvar seus textos (talvez se preocupar em apagar); ativa o programa a qualquer momento pelo systray e fecha ele rápido também (algo como as notas mentais). Ou seja, ele é muito útil, muito bom, cheio de recursos e fácil de entender como usar.

Mas fácil de entender como usar não significa prático. Para você se tornar um usuário eficiente de OneNote, você tem que adquirir o costume de utilizá-lo. Rola um custo de transação entre anotar bilhetinhos nos rascunhos da mesa e usar o OneNote. Ele é tão “Overusefull” que chega a intimidar seus potenciais usuários. Resultado: quem usa o programa acha ele fantástico; quem não usa, nem lembra que ele existe (aliás, lembra do MSAccess? Aquele progranma que faz o mesmo que o Excel, só que com mais burocracia? Pois é!).

Eu temo que seja o caso do Google Wave. Para usar o Google Wave, vão rolar custos de transação: 1) largar os e-mails, já que ele vai roubar a função dos e-mails; 2) aprender a usá-lo eficiente, para que ele fique efetivamente melhor que um e-mail.

Para os entusiastas, será fantástico, porque eles vão querer aprender e vai se tornar um superemail. Mas e aqueles usuários de computadores mais passivos? Você vai convidá-los patra entrar na Wave, e eles frustramente vão reponder “ahn.. que legal… depois eu uso mais então”, e logo depois entram no Gmail ou no MSN para convidar os amigos para o churrasco.

O risco do Google Wave seguir o caminho do OneNote é alto, mas também vale lembrar duas formas de tudo dar bem certo. Uma é do próprio google: o IGoogle. O IG dá muito certo porque fica gravado como sua página inicial, assim como era o Google convencional antes. E suas superfunções não atrapalham nem um pouco a pessoa digitar na barrinha a palavra “orkut”. Até que ela descobre que o IGoogle mostra seus recados do Orkut e começa a usá-lo. Mudou o tema para alguém bonitinho, virou fã.

Outro caso mostra também como funciona as cabeças das pessoas. ICQ era coisa de nerd, e pouco a pouco as pessoas estavam aderindo a ele. Mas, mesmo caso, para usar o ICQ você tinha que se dedicar a ele pelo menos inicialmente. E é impressionante como que o fato de não precisar de um UIN fez do MSN muito mais chamativo para usuários novatos que o ICQ (que já estava repleto de usuários, o que custuima ser crucial para programas sociais darem certo). O MSN não usava UIN, usava o próprio e-mail da pessoa. E não precisava apertar Ctrl+Enter ou Alt+S para mandar a mensagem: era só Enter. Daí para emoticons foi um pulo. Boom de MSN (pelo menos no Brasil). E isso também contando que o MSN não tinha muitas funções do ICQ.

Aliás, meu UIN é 100772359!

Até!

Not Tupy:

“Os pobres são criminalmente, mas não moralmente responsáveis, os ricos o são moralmente, mas não criminalmente. Apenas pessoas de classe média [...] é ao mesmo tempo moral e juridicamente condenável. Mas isso apenas para os outros, porque para si a classe média também usa o recurso do ‘coitadinho’, para roubar TV a cabo, baixar arquivo torrent, falsificar carteira de estudante etc.”

Gosto dos posts do Not Tupy quando surge este tipo de questionamento. Uma visão áspera, mas que consegue perceber (e botar pra fora) os desvios de caráter dos brasileiros.

No meu caso, eu ainda acho que há um problema muito sério em efetivamente culpar os brasileiros pobres moralmente. A moral deles é injustamente deturpada. Eles não tiveram educação (e, pelo visto, com a confusão da educação no país, os filhos deles também não terão), não tem a menor noção destes valores. Qual a utilidade prática em punir quem não sabe que errou? Ensinar para não fazer mais? Mas e aquele papo de liberdade civil? É culpa deles que eles não tomaram conhecimento das regras sociais? Nesta área, acho que o governo brasileiro toma uma atitude exemplar a preferir conscientizar do que punir. Em algum momento, os brasileiro pobres serão conscientes, aí sim as punições serão mais cabíveis.

Mas até lá, os pobres brasileiros já serão a classe média brasileira…

Meu valioso amigo Pilipe é um desses caras que é sempre bom ter por perto, pois ele sempre pode lhe passar dicas interessantes e informações (in)úteis.

Este cara teve pelo menos três oportunidades de mudar a minha vida com essas dicas dele.

Uma dica foi me apesentar Regina Spektor, cantora que só agora chega ao mercado brasileiro (uma bendita vizinha minha escuta Fidelity pelo menos 15 vezes – literalmente 15 vezes – seguidas por fim-de-semana garças a novela da Globo. Podia ser pior, podia ser Katinguelê ou sei lá o quê… Só sei que Regina Spektor rapidamente se tornou uma das minhas cantoras favoritas, e no meu Last FM acusa ela como um dos três intérpretes que eu mais ouço. Mais pura verdade. Adoro a voz dela, a sonoridade das músicas e suas letras fantásticas (Especialmente Pavlov’s Daughter, On the Radio, Your Honor e That Time – estão aí recomendadas!!).

Outra foi acadêmica. Ele insistiu tanto para que eu lesse Tábula Rasa, que até “comprou o livro para mim, sendo que eu podia pagá-lo bem depois”. Sorte minha que eu fui preguiçoso (500+ páginas de texto não-ficção…) e só li depois de terminar a faculdade. Assim, pude lê-lo com um senso mais apurado, e de fato, foi uma epifania. O livro é, do começo ao fim, uma confirmação das minhas idéias aliadas a conhecimento acadêmico e centífico. Ler Steven Pinker foi revelador e mudou minha visão de mundo – não mudou meu ponto de vista, só a forma como eu enxergo minhas próprias idéias, o que é ainda mais incrível.

A última dica dele a ser listada aqui (apesa de haver mais), foi o XKCD. O Genial Randall Munroe me foi apresentadoelo Pilipe e até hoje trata-se das tirinhas mais incríveis que eu leio. Diversão nerd-acadêmica-româtica-matemática garantida duas vezes por semana.

Entres outras mil dicas. Por isso o blog dele deve sempre ser lido! Este post todo virou uma espécie de homenagem, mas o sentido original era falar de Graveola e o Lixo Polifônico, banda regional que ele gostou muito e insistiu para que eu conhecesse. Conheci e gostei muito! Eu sou fascinado com bandas que misturam gêneros musicais sem nenhum compromisso além de trazer um som agradável para seus ouvintes.

Eu baiei as músicas e estou escutando direto. Recomendado. Muito bom. E, se o Pilipe deu a dica, sugiro que experimentem…

Inteki!

À moda antiga porque é um daqueles posts em que a pessoa descreve seu cotidiano e tal… isto porque venho através deste comentar que passarei meu carnaval em CB City – bem longe das agitações urbanas de Rio, Salvador ou Ouro Preto. A bem da verdade, assim é que eu gosto!

Na verdade, preferiria inclusive ter ficado em Belo Horizonte. eu me snto realizado morndo numa cidade que comporta 2 milhões de habitantes mas que circule só 500 mil pelas ruas. Adoro cidade grande vazia. Principalmente porque ela não estará realmente vazia. As pessoas estão por aí sim, BH. Só que estão mais calmas, menos ignorantes e com melhor convivênvia. Um interiorzão.

Tivesse eu ficado em BH eu iria procurar os carnavais alternativos a noite. Boites e pubs com música boa e gente que goste tanto quanto eu de folia. Encheria só um pouquinho a cara; ficaria uns quinze minutos num canto sentido falta da minha gata (que passa um ótimo carnaval-família em Porto de Galinhas); pegaria o busão; dormia um pouco; estudaria para concurso; encontrava om amigos nerds (que também são pouco adeptos à folia); e voltava para os estudos. Nada melhor para descansar do que uma vida dessas.

Quando eu era mais novo, eu odiava o carnaval. Depois que eu li uma matéria num jornal de grande circulação comentando que existia todo um carnaval paralelo de brasileiros que não gostavam de folia, descobri que eu não estava só e me senti melhor. Hoje eu adoro carnaval. É um feriado que eu uso para fazer n coisas diferentes: Descanso, divirto, organizo minhas coisas, viajo e (por que não?) vez ou outra caio na folia também? Hoje em dia, enquanto não toca o funkão infernal eu me divirto a beça mesmo em festinhas barangas de carnaval tradicional.

A melhor coisa de ser uma pessoa “alternativa”, como alguns me chamam*, não é você ser diferente, é você ter o poder de esolher agir como “mainstream”, como “indie” ou como você quiser.

Bom carnaval! :)

* tirando os que me chamam simplesmente de estranho

Fiz esta semana algo que eu não imaginei que faria tão cedo: comprei uma revista Veja. Mas eu o fiz pelo mérito da edição. Afinal, não sou um ativista ideológico: aqueles que defenderem as idéias mais úteis (ou mais agradáveis, quando for o caso) sempre receberam meu apoio. E esta semana a Veja trouxauma Utilidade Pública como a anos não fizera igual: um tradicional político brasileiro se declarando desiludido por viver num bando de porcos. Lúcia Hippolito, ainda mais surpreendida que eu, postou na íntera a entrevista em seu blog.

Mas… e daí? Qual a novidade em dizer que a maioria do PMDB é corrupta ou que o governo Lula é uma lama incapaz e anti-ética? A novidade não é o conteúdo da entrevista, mas o impacto de como (e por quem) estas informações foram ditas. Uma boa análise das palavras de Jarbas Vasconcelos pode ser vista no Observatório da Imprensa.

Eu só quero reiterar minha satisfação em ter lido a entrevista. É incrível como que a postura de uma pessoa faz toda a diferença para a credibilidade do que ela diz. Para mim, o senador convence que sua desilusão é a real razão para o desabafo, e que o medo de não ter muita coisa interessante a perder garante que ele não tenha se auto censurado. Até a postura a posteriori, de não aprofundar nas denúncias, mostra o total desprezo do interlocutor pelo assunto. Não o desprezo imoral, mas um desprezo advindo do cansaço e da desilusão.

Podem até ser simples factóides as declarações de Jarbas. Mas ele não parece se importar com isso. Parece que ele disse aquilo porque não faz mais diferença, e que nossa sociedade imbecil vai continuar se preocupando com besteiras ao invés de seguir um caminho inteligente.

Lula lá!

Fernanda Takai passa a mandar no meu blogue! Mas Street Fighter é o que bomba mesmo por aqui. Fora Masdar, que eu só publiquei um post sobre o tema.

Agora continuam firmes e fortes Tônus Vital, Hellsing e Assolan

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Até!
(:

I have not finished reading it. It’s great, but it’s a long three part conversation, and I’m reading it at work. So it’s kinda of hard to read it all and… do my job! I’m finishing the part two, and on this part Neil Gaiman and Geoff Boucher talks about the British Invasion – both the original musical invasion and the comics one. Have at you:

GB: One of the great things about “The Sandman” and, before that, your work on “Black Orchid” was the approach of taking existing and familiar characters from the comics and adding new layers of complexity to their stories as well as more nuanced explanations of their motivations and origins. Along with Alan Moore’s work on “Swamp Thing,” it seems to me that your character revival approach on “The Sandman” really created a template for a whole generation of comics writers.

NG: One of the things I had in common with Alan Moore and a whole generation of comics writers around us — certainly Grant Morrison – was a love and respect for what had gone before but also a healthy interest in seeing where we could go with it. It was a combination of those the two impulses. We were in a period then in mainstream American comics that things had gotten a bit hidebound. Comics read very much like a mixture of what had come before. And I think at the time you had this wonderful little transatlantic thing that happened, this mini-British Invasion. Looking back on it, the analogy of what happened to pop music in the 1960s was probably pretty accurate. Alan Moore got to be the Beatles and, along with Grant Morrison, I was Gerry and the Pacemakers.

GB: Well, don’t sell yourself short. What about the Kinks or the Stones?

NG: Right, maybe the Kinks or the Stones. But maybe I was Herman’s Hermits

GB: I’ve got it: the Animals. Then you can have a spooky Eric Burdon, “House of the Rising Sun” kind of thing going on.

NG: The Animals, yes. That would be cool. But yeah, the idea that you had Brits listening to this [American] stuff and fell in love with it and for all the right reasons, and then realized they could do something new with it, something with different cultural impulses. The British Invasion did that in music, and in a way, we did it in comics.

I’ve omitted some references… I just got tired, and I gotta work!!

“é mais fácil ser a Lindsay Lohan que fez esse perfil do que a minha ex-namorada de verdade!”

Disse o delator a um amigo enquanto denunciava um perfil visitado…

Este foi um post bem ao estilo Matizes Escondidos, não foi?

The Dark Knight

Weeks after I watched this movie, I was looking at a person and wondering: “where do I know this guy? He is so familiar! He must be a friend from old times at anime clubs or something like that.” I was worried, I was certain that I knew the guy, and so he would talk to me if he would have seen me. Since him finished his make up, I realized that, instead of knowing THE GUY, I knew his COSPLAY. It was a Joker Cosplay.

This situation just convinced me: Heath Ledger for best supporting actor.

See ya!

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