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E eis mais uma delas, com o pessoal do Omelete. Ele fala um pouquinho só de Batman, fala um bocado do finado filme da Morte, e fala um tanto bom sobre Coraline. Confere lá!
Eu comprei para minha querida namorada, uma quase-cinéfila, a revista Especial Bravo! 100 Filmes Essenciais.
O pessoal da Bravo! em si não influenciou muito na escolha dos filmes – eles pegaram catálogos internacioanis para listar os filmes, e complementaram com seus próprios comentários. Iteressantíssima a revista, tanto que já estou procurando a Especial Bravo! 100 Livros Essenciais da Literatura Mundial.
Eu sempre fui péssimo com cinema. Nada cinéfilo. Aliás, male male assisti aos famosos filmes da Sessão da Tarde. Mas, no intuito de mudar esta minha realidade, resolvi encarar o desafio de assistir os filmes listados na Bravo!
Comecei ontem com Amor a flor da pele, de Won Kar Wai. Hoje eu aluguei o Cidadão Kane, de Orson Welles (ainda não assisti).
Não vou seguir a ordem da revista, pelo menos não esta semana. Ainda tenho que, inclusive, marcar os filmes que eu já tinha visto (O poderoso chefão por exemplo, é um dos filmes que eu não vi).
E claro que os leitores assíduos do meu blogue vão acompanhar toda a trajetória cinematográfica deste que vos escreve!
Ah! E esta semana continua o Indie 2009, Tecer e Mostravídeo Itaú Cultural Machinimas
Até!
Há poucas semanas eu escutei os novos álbuns de Metallica e Guns ‘n Roses. Desde então pensei num post sobre a época em que eu ouvia estas duas bandas. Com a fatídica morte de Michael Jackson, eu senti que era mesmo a hora de falar daqueles tempos.
A época que eu falo é a primeira metade da década de 90: 1991 a 1995. É verdade que eu sou da opinião de que as décadas andam muito mais em decênios de 5 dígitos (66-75;76-85;86-95;96-2005;2006-2015…). Opinião intuitiva, sem muita fundamentação. O que importa aqui é que eu tenho a impressão de que 91-95 era a época de consolidar e esgotar tudo que fora criado nos anos 80.
Naquele tempo, eu era um pirralho, e do tipo que fazia muita bagunça. Eu adorava a companhia de meus primos da capital, todas as férias. Eles sempre me mostravam novidades incríveis, e eu ficava deslumbrado com tudo. Tudo menos comidas – custei a ter coragem de experimentar McDonalds e Pizzas diferentes. Por exemplo, foram eles que me apresentaram pela primeira vez um Compact Disc – justamente Dangerous. E, não sei se vocês se lembram, a capa deste álbum parece uma obra Rococó vienense! Aliás, os vestígios dos anos 80 ainda eram fortíssimos, e tudo na cultura era colorido de uma maneira brilhante e bizarra.
Neste tempo eu ainda não tinha condicões de formar minhas próprias opiniões (eu mal tinha 10 anos!). Mas várias coisas me marcaram.
Michael Jackson era mesmo uma delas. Foi talvez o primeiro cantor que eu realmente gostei. Meu pai trabalhava numa rádio de Campo Belo, e eu sempre pedia para tocarem músicas dele (quase sempre me davam um cano). Já meu irmão, bem mais velho que eu tinha sim seus gostos, e graças a mexericos nas gavetas dele eu pude ouvir Black Album, Guns ‘n Roses, Nirvana, Skank, Biquini Cavadão, Raimundos e… Miquinhos Amestrados!! Minha capacidade de interpretação era.. diferenciada: por exemplo eu associava Enter Sandman a ninjas, e Nothing Else Matters a ninjas morrendo dramaticamente…
A TV ainda era muito importante no meu dia a dia. Lembro de como me viciei em Tartarugas Ninjas e os Trapalhões. Gostava muito de Changeman e Jiraya, mas me recusava a assistir Jaspion ou Flashman…agora só não me pergunte que critério excêntrico eu utilizava para saber diferenciar a “qualidade” das obras. Eu passava longe de Sessão da Tarde. Só assistia filmes alugados, como as Tartarugas supracitadas ou Short Circuit 2. (Até hoje pago o preço por isso: nunca vi filmes como Curtindo a vida adoidado…). Uma tia minha foi morar nos EUA nessa época, e começou a me mandar filmes para assistir, mas eu ainda não entendia o inglês deles.
Eu comecei a ler quadrinhos e revistas. Eu viciei em revistas. Assinei minha primeira Superinteressante em 1993. Minhas duas primeiras HQs foram Grandes Encontros Marvel e DC: Super-Homem vs Homem-Aranha e “A aventura máxima dos titãs.”
Videogames entrariam na minha vida pra valer nesses anos. Eu não me tornei um nerd por causa de videogames, mas o primeiro sinal de que eu seria um freak surgiu assim. De longe, Mega Drive é o console mais gostoso de se jogar. Eu orgulhosamente fui o primeiro a alugar a fita Sonic 2 em Campo Belo; viciei em Street Fighter; era louco com jogos como Street Fighter II, Streets of Rage 2, Fifa Soccer… eu acordava todo sábado 6h30m da manhã para entrar na fila da Brinquei e alugar fitas antes dos outros (e ficava puto com quem as alugava na sexta…). Lembro do primeiro computador que eu vi. Era verde e preto, e o rapaz jogava Prince of Persia.
Isto tudo, claro, seguiu até o dia em que eu assisti a este episódio, ouvia Qualquer bobagem e tudo mudaria…
Como estas variáveis influenciaram no meu gosto atual? Não sei bem. Até pouco tempo atrás eu dividia meu gosto em antes e depois de Evangelion e a Internet. Mas as vezes sinto que vai mais além disso.
Fiquei agora curioso em pensar o que meus amigos ouviam, assistiam e jogavam nessa época?
Ricadro Calil (com “c” mesmo) disse:
Sabe que eu sempre achei isso também? E olha que eu costumo torcer o nariz* para atrizes gostosonas.
A Jolie é foda. Simples assim. Tipo uma Madonna do cinema.
*torcer o nariz não implica deixar de olhar, certo? (:
E só para você ficar mais satisfeito, do Hero Complex: 12 upcoming remakes of Hollywood sci-fi classics (em inglês)
Eu falo que esta década vai ser a melhor década para se assistir filmes legais…
(:
Piratas do Caribe 4, Pince of Persia: Sands of Time e The Man Who Killed Don Quixote (este dirigido por Terry Gilliam!).
Yo-ho!
(:
(:
