Excelente análise dos problemas na educação superior e técnica no Brasil. Só me faz reiterar o absurdo que é viver num país onde o sindicalismo é tem sua “mais-valia”, em detrimento da eficiência e da inteligência.
O autor não chega a tocar em um ponto interessante. A relação dos membros da área da educação nos governos (Ministério da Educação, faculdades, Secretaria de Estado de Educação de Minas Gerais) são como uma máfia organizada e perigosa, que se recusa a aceitar, por vezes, trabalho delegado até pelo chefe de estado. Não trabalham em equipe, e não admitem que sejam contrariados, usando basicamente a falácia da autoridade para impedir os demais de argumentar contra eles. Se um agente externo e ortodoxo viesse aqui ao Brasil e implantasse uma política de controle de qualidade dos nossos professores, meu palpite é de que passaríamos uma vergonha internacional.
Triste é a impotência da razão sobre as falácias típicas dos brasileiros:
“Será que o investimento está sendo questionado porque é para as classes populares?”
ou
“Sabe com quem está falando? Eu sou um professor!”
Ou seja, a educação vai para o buraco, pouco a pouco, e eu não posso dizer nada a respeito. Azar. Quando eu entrei para a Escola de Governo da Fundação João Pinheiro, minha maior vontade era seguir carreira na Secretaria de Educação. No último semestre, depois de tudo que eu conheci sobre o estado, eu abandonei a idéia. Não só eu abandonei a idéia, como a única vaga plenamente recusada por todos os formandos da minha turma* foi a de trabalhar nesta área.
Veio até mim graças a De Gustibus Non Est Disputandum
. Que por sua vez desabafou, resignado:
“Qualquer opinião contra a maioria bolivariana é, obviamente, taxada de neoliberal e os méritos do argumento são, normalmente, ignorados.”
Desta vez, com muita razão.
Até!
(:
* Para quem não sabe, a Escola de Governo da Fundação João Pinheiro fornece bolsa de 1 salário mínimo a TODOS seus alunos, e todos também terão vaga garantida em algum órgão estadual, geralmente as secretarias de estado.