You are currently browsing the tag archive for the ‘Estadão’ tag.
A partir de março de 2012, as televisões por assinatura no Brasil deverão seguir a Lei 12.485 de 2010, que exige que durante três horas e meia, diariamente, os canais serão obrigados a apresentar conteúdo exclusivamente nacional.
Isto lembra as clássicas medidas de protecionismo e de substituição de importação, usadas já há muitas décadas no Brasil, mas que desde o início da década foram fortemente mitigadas pelo governo Collor. Os impactos deste tipo de lei não é trivial para a dinâmica do mercado. Infelizmente, esses tendem a ser mais negativos do que positivos. Como não vão enfrentar a concorrência de produções internacionais, as obras brasileiras talvez nem resolvam se esforçar para melhorar, podendo até deteriorar de qualidade:
(cuidado com o palavreado do vídeo!)
Sejamos francos, as empresas não publicam material brasileiro porque ele é ruim mesmo. Importante ressaltar que é ruim para a proposta de cada canal. Não é o caso de Cartoon Network ou HBO, que produzem material brasileiro. Produções como Turma da Mônica ou Filhos do Carnaval estão lá por serem adequadas ao público-alvo do canal, e por serem dentro da qualidade pretendida.
Ou não? O presidente da Abracine argumentou que isto só tem acontecido graças a políticas públicas como exigir investimentos estrangeiros em produção nacional e incentivos fiscais. Se isto é verdade, mais lamentável a situação: entretenimento televisivo desta natureza deveria ser bem lucrativo, e não o inverso.
Este tipo de medida, principalmente quando justificada através de “proteção ao produto nacional”, é no mínimo irônica: o governo não assume que o que ele deveria ter feito era investido nos condicionantes para a geração de produtos de qualidade, ou de rentabilidade, como parece ser o caso. Ou melhor, não assume que é culpa dele o sufoco que passam os artistas nacionais por não conseguirem mecenas pelas vias tradicionais.
Em última instância, uma lei dessas é um baita convite à pirataria. Ou você realmente acha que alguém vai deixar de assistir Big Bang Theory quando chega em casa para ver mais um Sai de Baixo?
Pelo menos de acordo com a candidata Dilma Roussef; no trecho no texto de Rolf Kuntz:
Do Estadão:
“Companhias baseadas nos maiores países emergentes são as que mais praticam corrupção quando fazem negócios no exterior. A conclusão é apresentada hoje em relatório da Transparência Internacional.”
Opa! Acho que nossos professores de economia têm algo a dizer sobre isso! Frasescomo:
“SÉÉÉRIO??”
“Não me diga…”
“AH! Vai se ferrar, eu te falei isso três vezes antes da prova!”
“Eu num falei…”
Mas sempre vai ter um professor que vai falar assim:
“Mas você tem que estar vendo que as instituições implicam na premissa de que o neoliberalismo não serve para nada e que ser do social é o que há. Logo, estaremos esquecendo do óbvio para estar falando sobre o que queremos que seja verdade…”
E vai estragar tudo!
Mas enfim…

