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O Barcelona 4 x 0 Santos de hoje não foi um jogo atípico. Ganhou o franco favorito, do jeito que se imaginava que ganharia. Perdeu o outro time que é considerado bom, mas que possui as limitações que, não surpreendendo, demonstrou-as em campo. Leia o resto deste artigo »

Está muito claro pra mim que a minha viagem para Cingapura mudou radicalmente minha visão de mundo. Não só pela viagem ao exterior, que foi a minha primeira (e ainda por cima eu fui parar lá na Ásia), nem só pela proposta da visita, que foi um trabalho de aprendizado sobre como funciona outro governo. Cingapura virou uma referência para mim, e eu ainda estou tentando entender o que isto significa.

Lee Kuan Yew, o super ministro desta cidade-estado, anunciou recentemente sua saída do cargo (criado exclusivamente para ele, diga-se de passagem) de Ministro Sênior. Claro que, como os comentário da Economist colocam, o homem não deixará a agenda do país acontecer sem a sua influência. Acreditar em sua saída é como acreditar que o Lula saiu da Presidência da República brasileira. Mas cabe aproveitar este momento para refletir. Meu amigo escritor do Matizes Escondidos me enviou estas imagens maravilhosas da Foreing Policy, que rasga alguns elogios sobre o feito de Cingapura durante o governo de Lee Kwan Yew. Leia o resto deste artigo »

Infelizmente eles não são reais. Estes uniformes do Galo são uma proposta de um membro do Terreiro do Galo para a Topper utilizar como a linha de uniformes do time em 2011:


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Na coluna Talking Point do Deutsche Bank Research, Markus Jaerger comenta como ele acredita que será a continuidade da política econômica do governo brasileiro, a partir de 2011: Leia o resto deste artigo »

Kibei! (:

O paulista Paulo Vinícius Coelho fez hoje um comentário sobre a situação atual do clássico das alterosas:

“Em três anos, 16 clássicos e apenas uma vitória do Atlético. A sequência é histórica, porque jamais, em qualquer época, o Atlético passou semelhante jejum semelhante. Em 16 partidas, são 13 vitórias do Cruzeiro, dois empates e o único triunfo atleticano, pelo primeiro turno do Brasileirão 2009, tem ainda um argumento forte do lado cruzeirense. Foi o clássico da expulsão de Zé Carlos, aos 7 segundos de jogo. E disputado pelo time reserva celeste. Na sequência, o Cruzeiro marcou 34 gols, sofreu 12.

(…)

É tempo de pensar por que o Atlético investe, trabalha, se estrutura para voltar a seu lugar no futebol brasileiro, mas não consegue superar seu maior rival.”

Antes, rapidamente sobre as gozações do rival: no meu caso, eu sou o tipo de pessoa que se diverte mesmo quando toma ferro nas competições. Posso até ficar nervoso no calor da disputa, mas depois eu me divirto muito tentando me defender com os argumentos mais furados (visto, principalmente, porque eu sou o fudido da história). E outro ponto é que o cruzeirense não tem aquele jeito de torcedor que realmente é apaixonado com a coisa. Pode até ser preconceito contra os neo-cruzeirenses que surgiram nessa fase fantástica que viveu o time, porque viraram torcedores azuis não por se apaixonarem, mas por luxúria de falar que são campeões. Daí eles abrem um sorriso e falam de seus títulos e currículo maravilhoso… mas é o mesmo que nada. E o agravante é que parece que a imprensa além de Minas, passional demais, trata o Cruzeiro quase que como um time argentino.

Eu posso arriscar umas opiniões do que acontece. O futebol histórico é um, o futebol atual é outro. O atual possui uma vasta gama de títulos a serem disputados, a quantidade de jogos é absurdamente maior, o esforço por jogo é monstruoso. Especialmente no final dos anos 90 e início dos anos 2000, o futebol brasileiro passou um terrível período financeiro. Sobreviveram aqueles que poucos anos antes haviam conseguido se sobressair com patrimônio, títulos e, especialmente, vendas. Ronaldinho e Fábio Júnior, por exemplo.

Some-se a isso a capacidade administrativa dos clubes. Enquanto o monopólio Perrela criou um Cruzeiro com ALex e Vanderlei Luxemburo, o Atlético penou com fantasmas como Geninho, Zetti, Ricardo Guimarães e Ziza Valadares.

O Galo está, em dois anos, correndo atrás de 18. O time caiu pra segunda divisão, voltou com uma série de contratações frágeis, técnicos ruins, e dívidas.

Hoje, o clube está acertado, com patrimônio consideravelmente valorizado, e pouco a pouco voltando a ser o time que fora nos anos 70 e 80. Enquanto que o Cruzeiro está agonizando para se manter entre os 3 maiores clubes do Brasil, junto com São Paulo e Internacional.

Um cai, o outro sobe. Se isto se manter, um dia muda.

Até lá, os apaixonados continuam carentes e cegos. Os glutões, por outro lado, ficam preocupados a cada jogo. O problema de ficar por cima é que não tem mais pra onde ir, a não ser descer. E minha priminha cruzeirense já está na escolinha aprendendo o que significa a palavra título. (Mas eu fico ouvindo chacotas aleatórias, fazer o que…)

Forte e vingador!

É que as pessoas passam a acreditar neles:

“A delegação [norte-coreana de futebol] foi castigada por cometer o ‘delito’ de trair a confiança do líder comunista Kim Jong-il. Jong Tae-se, estrela da equipe, foi perdoado por ter chorado durante a execução do hino nacional da Coreia do Norte, antes do confronto contra a seleção brasileira.”

Punir quem não pensa no coletivo é uma forma muito promissora de se chegar ao comunismo algum dia.

Dica do dono do Matizes Escondidos, que sabia da minha preocupação com estes jogadores…

Comentaristas, cronistas e repórteres esportivos do Rio e de São Paulo são costumeiros críticos de Vanderelei Luxemburgo. Com razão, boa parte das vezes. Ultimamente, eles têm soltado leves ironias entre umas frases e outras sobre a posição do Atlético Mineiro no Campeonato Brasileiro, com um ar de “eu estou falando que ele vai f*der tudo”.

Até aí tudo tranqüilo. O ponto é que eles claramente se incomodam com a falta de críticas por parte da torcida do Galo, que não vaia, não protesta nem nada; e se incomodam com a obscura condescendência da diretoria alvinegra.

Vou reproduzir um trecho do blog de Christian Munaier:

“Era julho de 2009, éramos líderes, tínhamos o melhor ataque e uma das defesas menos vazadas do campeonato. Batíamos recordes de bilheteria, estávamos eufóricos. O elenco era comandado por Celso Roth e tinha um modesto grupo formado por Aranha, Welton Felipe, Márcio Araújo, Serginho, Renan, Carlos Alberto, Thiago Feltri, Jonílson, Júnior, Evandro, Renan Oliveira, Alessandro, Diego Tardelli e Éder Luiz. A eles ainda se juntariam Correa, Ricardinho, Rentería e Carini para terminar a temporada. Com Kalil na presidência, voltávamos a fazer contratações de peso e tínhamos nosso craque artilheiro sendo convocado pra vestir a Amarelinha. Há um ano, entretanto, depois de liderarmos o campeonato por várias rodadas, vimos faltar gás (audácia?) no final, ficando fora até do grupo dos quatro classificados à Libertadores.

Um ano depois, a situação é bem diferente. No plantel: Fábio Costa, Jairo Campos, Réver, Cáceres, Lima, Júnior, Fernandinho, Júnior, Diego Macedo, Ricardinho, Serginho, Daniel Carvalho, Diego Souza, Méndez, Neto Berola, Tardelli e Obina. Zaga formada por jogadores de Seleção. Meio campo com o craque do Brasileirão de 2009 e de outras seleções, e ataque com o artilheiro e novamente jogador da Seleção. No comando, um dos técnicos mais vencedores do país, Vanderlei Luxemburgo. Na comissão técnica, profissionais de primeira e o melhor Centro de Treinamento do Brasil. Na diretoria, a mola-mestra do rival jogando do nosso lado. Na presidência, Alexandre, o Grande.”

Com este sumário, resta não esquecer que:

“Mas no campo… Defesa das mais vazadas, baixa artilharia, falta de entrosamento, sete derrotas em onze partidas e décima nona colocação na tabela do Campeonato Brasileiro de 2010.”

Só que os atleticanos tem evidências de sobra para confiar na capacidade de planejamento de seu clube do coração. Afinal, a imagem abaixo mostra em que eles estavam acreditando 4 anos antes…

Uma outra forma de perceber a evolução: quantos jogadores do Atlético hoje seriam titulares no Cruzeiro? E vice-versa? Faça estas mesmas perguntas para o dia em que o Galo tomou de 5 do Cruzeiro…

Forte e Vingador!

Eu fiquei de 1999 a 2008 sem acompanhar muito futebol, tamanho foi o efeito de ter ficado no 0 a 0 o último jogo do Galo contra o Corinthians na final do Campeonato Brasileiro de 1999. Acho que o efeito foi maior porque foi justamente este resultado que o Guilherme jurou que não aconteceria, e eu tenho uma dificuldade em desconfiar de pessoas importantes (acredite, para um atleticano de 14 anos, o centro-avante do Galo é uma pessoa importante).

E quem me fez voltar a curtir futebol foram justamente os bons críticos, como Juca Kfouri, PVC e Tostão (além de aprender a jogar Winning Eleven, o que é outra história…). Eles me mostraram como que o futebol não é um simples esporte ou jogo. Ele é democrático (diz Juca, artístico (constata Tostão), e estratégico (analisa PVC). Assim, além de apaixonado pelo Galo, agora eu sou um entusiasta do futebol como um todo (menos a parte em que eu precise jogá-lo fisicamente…).

Mas nos tempos de copa do mundo, alguma coisa de errado acontece com estas pessoas. As críticas à seleção brasileira são:

A) Sem critério. Parece que não importa como esteja a situação da seleção. É impossível saber o que eles querem, a não ser o fato estilizado de que eles não querem a seleção atual. Não só de 2010, como também de 2006, de 2002, de 1994, 1982, 1970, 1958…

B) Apaixonadas. O tático, o estratégico, o real.. tudo que se prega ao longo dos anos, por exemplo para dizer quais times são favoritos na libertadores e nos campeonatos nacionais, vão por água abaixo para a copa do mundo. O que importa é que o jogo seja histórico por si só, quase coreografado, como um Supercatch de 22 lutadores. Os jogos de clubes são jogados, e depois dramatizados pelo que ocorre durante o jogo. Os jogos da seleção são dramáticos, e depois analisados pelo que ocorre durante o drama.

C) Elitista. Parece que não importa os critérios a serem utilizados na seleção de uma seleção. O único critério válido é: a chuteira de ouro do momento. Pouquíssimos meses atrás, era um absurdo pensar em deixar Ronaldinho Gaúcho de fora da copa. Logo após, era desesperador deixar Neymar fora de jogo, nem que isso custe não chamar o Ronaldinho. Por fim, dane-se Neymar e Ronaldinho, Ganso está aí pra ser o fodão. Nem que para isso se jogue fora todos os demais.

Três frustrações minhas. A falta de critério para definir o objetivo de uma partida de futebol arruina qualquer estratégia. Jogar bonito por jogar bonito tira toda a graça de se ver um jogo bonito, porque a arte deve ser resultado da vida, e não o contrário. E uma seleção só é legítima quando se tem os mesmos critérios do começo ao fim do processo de seleção; mudar de repente para dar um jeitinho de aparecer algumas estrelas arranca a democracia em favor do estrelato.

Gosto de futebol. Sou louco com o Galo. Mas eu não gosto de Copa do Mundo. Copa do Mundo no Brasil revisita todos os valores que desgraçaram o país a estupidez latino-americana do subdesenvolvimento. Não obstante a melhor forma de representar tudo de negativo do país é chamá-lo de “Brasil-sil-sil”.

Fosse eu Dunga, por puro desaforo, responderia toda pergunta babaca dos jornalistas com piadas de mau gosto, trocadilhos, citações de Oscar Wilde. É o que as perguntas merecem.

Para saber os critérios de seleção dos jogadores, vá estudar o histórico. Ao invés disso, os cronistas preferem denegrir a imagem do técnico. E fazem isto com uma maestria fora do comum, ao chamá-lo de vencedor, porém desgraçado. Assim, mesmo que ele vença, eles podem continuar a criticá-lo.

Fazer o quê? Fingir que torço para o Brasil, enquanto torço para ver o futebol que eu admiro: estratégico; exigente; gols surrados; jogadores se destacando sem deixar de fazer parte do grupo; logo, artístico.

Desde que o Galo continue jogando aos domingos e quartas-feiras, dane-se o resto.

Ignore por um momento todas as outras variáveis que se pode comprar entre Pro-Evolution Soccer e Fifa Soccer. Pense exclusivamente no acabamento dos jogos.

Fifa claramente tem muito mais times disponíveis, além de um tratamento do espetáculo muito mais completo: bons narradores e o modo de treinador por exemplo. Já o PES tem uma capacidade muito maior de qualificar os jogadores, sendo que existe até forum de discussão para cada habilidade dada a cada jogador. O Messi do PES não tira a bola do pé; o Adriano chutando até assusta de tanta força; e por aí vai.

Agora, já que o PES não consegue ter tantos times quanto o Fifa, eles seguiram uma nova estratégia: primeiro adicionaram a própria Champions League ao jogo (as imagens, o layout, a música clássica, os grupos de 2010, etc). Agora eles conseguiram acrescentar a Copa Santander Libertadores!

A idéia é boa. Afinal, ela não tem todos os times, mas ela permite você pegar os maiores times do mundo e colocá-los para jogar justamente nas maiores ligas do mundo.

Se eles não tem a quantidade, estão pegando pesado na qualidade.

O grande problema é que deram uma bela parada no tempo em [agora pode lembrar que elas existem] relação ao crucial gameplay. O Brasil até onde eu acompanho (pouco, admito) parece ser um país “PESsista”. Mas qualquer um que acabar com o preconceito e comparar Fifa 2010 com PES 2010 não vai resistir continuar jogando Fifa.

E não será a Libertadores que fará isso mudar. Criatividade atrai, mas técnica mantém.

Peace out!

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