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A Revista Época postou este mês: Relatório da PF confirma mensalão no governo Lula (não pude achar o link original da revista, por isto vai uma matéria do Estadão sobre o assunto).

A CartaCapital, em sua própria reportagem sobre o assunto, afima categoricamente que “não há nenhuma linha [do relatório] que permita à Época ou a qualquer outro meio de comunicação afirmar que o mensalão tenha sido provado. Ao contrário.” Leia o resto deste artigo »

Míriam Leitão, sobre a política econômica do Governo Lula, e o que ela espera dos próximos governantes:

“Nesta reta final do governo Lula, políticas têm sido adotadas diariamente que quebram a longo prazo um pé do tripé. Os aumentos de gastos públicos, a criação de despesas permanentes, a construção de atalhos fiscais para o endividamento público, a ressurreição da política industrial do governo militar, as exceções criadas na Lei de Responsabilidade Fiscal, tudo isso está, na prática, minando as bases do equilíbrio fiscal.”

De fato, é muito difícil pensar que um presidente brasileiro não vá usar de sua autoridade sobre o Banco Central para atender demandas políticas de curto prazo. Mas se for ponderado que oito anos de governo Lula-PT-PMDB não o fizeram graves mudanças, quem sabe isto não se sustenta? Tiraremos a prova, creio eu, justamente quando os ditos gastos fiscais cobrarem sua fatia na produção nacional (além do terço levado pelos impostos).

O povo brasileiro ainda não é capaz de enxergar benefícios de longo prazo, somos um povo orientado para o presente. Esta é a dificuldade que, persistindo, vai exigir do presidente atitudes “drásticas”.

Presidente este que necessariamente é um ser corporativista, empoderado mediante coalizões perversas, e invariavelmente personalista. Se não, não conseguiria ser eleito. Ainda não. O sistema político e eleitoral brasileiro exige de seus candidatos, governantes e oposição que mantenham vícios de políticas paternalistas. Eles são incapazes de tomar medidas impopulares, mas que levem a benefícios maiores. Vejam a rejeição ao Fernando Henrique Cardoso quando este tentou consolidar algumas reformas (e que até hoje rendem debates acalorados).

Nosso presidencialismo de coalizão é democrático, pelo menos no que tange ao presidente.

A única novidade aqui é saber que o homem é um baita dum fresco! E depois chama pelotense de viado…

Míriam Leitão, falando sobre a postura de Lula ante a sociedade:

“Certas declarações que ele faz nos levam a pensar que das duas uma: ou é ele que se esquece do que disse ou fez na véspera, ou pensa que esse é um país de desmemoriados, que dá a ele a enorme vantagem de reescrever diariamente o enredo da sua história.”

Discordar com a indignação argumentada dela (o texto é bom) só seria possível se realmente você fosse um desmemoriado. O problema Míriam, é que este É um país de memória curta.

“Todos sabem o que ele fez ou disse ontem, na semana passada e nos últimos anos.” Ela disse. Eu duvido.

Falta muito ainda para o brasileiro comum aprender a ser democrático. Como diz o Fábio Marton no famigerado Not Tupy:

“Isso não tem nenhuma relação com capitalismo ou seu oposto. Após um desempolgante suspiro de civilidade política, o PT fez o brasileiro redescobrir as emoções do autoritarismo, a vontade de vencer no grito, o gosto por ser capacho de um caudilho.”

Não só Lula foi o segundo Chefe de Estado a ser recebido pelo Sr. Hussein, como alguns blogueiros andam avaliando que nomes como Denis McDonough na Alta Administração estadunidense significará que EUA consideraram o Brasil um país para se cooperar com, não mais para se prestar simples assistência.

É nóis crescendo, na humildade!

Por Lucia Hippolito, em seu blogue: Ironias da história — ou as voltas que o mundo dá.

Do Estadão:


“O presidente Luiz Inácio Lula da Silva cobrou do presidente da Bolívia, Evo Morales, a execução de projetos de infra-estrutura de US$ 600 milhões financiados em 2006 pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) que ainda não saíram do papel.”

Quer saber o que aconteceu com esse dinheiro? Leia O Espetáculo do Crescimento.

Com o adicional que, na verdade, parece que o BNDES não pode emprestar dinheiro para governos estrangeiros, a não ser quando estes se comprometem a gastar com empresas nacionais que invistam no país. De novo, para mais detalhes sobre a efetividade desta atividade, leia este livro.

Até!

Quer presidente mais liberal que esse? Orgulho dos ortodoxos!

Mankiw has posted in his blog the following statements:

According to the efficient markets hypothesis, financial markets are forward-looking. If so, you would expect the entire impact of a candidate’s election on the market to occur on election day, or maybe even during the days leading up to the election, as the market learns about the party of the next administration.  

As it happened here in Brazil, with our president Lula, right? So the elections can interfere in the stock market. Then, why has he speaked in his blog as if they don’t?

Wish I could ask him, but his blog is closed for comments. So I ask to the entire blogosphere!

(:

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