You are currently browsing the tag archive for the ‘Miriam Leitão’ tag.

Míriam Leitão, sobre a política econômica do Governo Lula, e o que ela espera dos próximos governantes:

“Nesta reta final do governo Lula, políticas têm sido adotadas diariamente que quebram a longo prazo um pé do tripé. Os aumentos de gastos públicos, a criação de despesas permanentes, a construção de atalhos fiscais para o endividamento público, a ressurreição da política industrial do governo militar, as exceções criadas na Lei de Responsabilidade Fiscal, tudo isso está, na prática, minando as bases do equilíbrio fiscal.”

De fato, é muito difícil pensar que um presidente brasileiro não vá usar de sua autoridade sobre o Banco Central para atender demandas políticas de curto prazo. Mas se for ponderado que oito anos de governo Lula-PT-PMDB não o fizeram graves mudanças, quem sabe isto não se sustenta? Tiraremos a prova, creio eu, justamente quando os ditos gastos fiscais cobrarem sua fatia na produção nacional (além do terço levado pelos impostos).

O povo brasileiro ainda não é capaz de enxergar benefícios de longo prazo, somos um povo orientado para o presente. Esta é a dificuldade que, persistindo, vai exigir do presidente atitudes “drásticas”.

Presidente este que necessariamente é um ser corporativista, empoderado mediante coalizões perversas, e invariavelmente personalista. Se não, não conseguiria ser eleito. Ainda não. O sistema político e eleitoral brasileiro exige de seus candidatos, governantes e oposição que mantenham vícios de políticas paternalistas. Eles são incapazes de tomar medidas impopulares, mas que levem a benefícios maiores. Vejam a rejeição ao Fernando Henrique Cardoso quando este tentou consolidar algumas reformas (e que até hoje rendem debates acalorados).

Nosso presidencialismo de coalizão é democrático, pelo menos no que tange ao presidente.

Míriam Leitão, falando sobre a postura de Lula ante a sociedade:

“Certas declarações que ele faz nos levam a pensar que das duas uma: ou é ele que se esquece do que disse ou fez na véspera, ou pensa que esse é um país de desmemoriados, que dá a ele a enorme vantagem de reescrever diariamente o enredo da sua história.”

Discordar com a indignação argumentada dela (o texto é bom) só seria possível se realmente você fosse um desmemoriado. O problema Míriam, é que este É um país de memória curta.

“Todos sabem o que ele fez ou disse ontem, na semana passada e nos últimos anos.” Ela disse. Eu duvido.

Falta muito ainda para o brasileiro comum aprender a ser democrático. Como diz o Fábio Marton no famigerado Not Tupy:

“Isso não tem nenhuma relação com capitalismo ou seu oposto. Após um desempolgante suspiro de civilidade política, o PT fez o brasileiro redescobrir as emoções do autoritarismo, a vontade de vencer no grito, o gosto por ser capacho de um caudilho.”

O governo Lula mostra cada vez mais evidencia que na hora do aperto, a capacidade do pessoal petista para implementar políticas públicas é no mínimo… retardatária.

Corroborando, leia Míriam Leitão aqui e aqui.

Míriam leitão concorda comigo, aqui e aqui.

Veio até mim graças à Miriam Leitão:

“Como as autoridades do Ministério da Fazenda sabem, ou deveriam saber, confiança é tudo no mundo das finanças. E confiança é algo que se quebra com extraordinária facilidade. Depois de quebrada, como nos cristais, é difícil ser recomposta. O excesso de idéias criativas pode passar a errônea impressão de que existe uma crise profunda no setor bancário brasileiro.”

Em momentos de crise, as pessoas param de usar expectativas adaptativas, e começam a priorizar suas expectativas simplesmente racionais: interpretam quaisquer sinais de maneira a especular sobre o futuro. Assim, torna-se impossível ao nosso país ficar imune aos problemas financeiros internacionais. Mas, pelo visto, esta onda de pessimismo vai nos atingir mais por razões administrativas do que por razões puramente econômicas.

É um belo abacaxi este de ser presidente de um Banco Central nesses tempos de decisões importantes. Qualquer bobagem destrói tudo que você criou de bom num piscar de olhos.

Ou seja, o problema hoje nosso não parece estar no governo em si, que tem feito sua parte para facilitar a atuação do mercado. O problema reside em crise de confiança generalizada, que trava nosso mercado interbancário. Daí o governo tem novamente que fazer a sua parte bem feita? A partir daí, as receitas prontas e o conservadorismo não parecem conseguir respostas. Mas arriscar ações, na atual conjuntura, é jogar mais necessidade de confiança.

O que fazer? Contratar o melhor economista do mundo e esperar que ele não erre? Pra assumir o lugar deste?

Percebem como quanto mais decisões administrativas são necessárias, maior o risco de o país de meter em encrenca?

Por isso o risco país aumentar desse jeito não é algo injusto. Sacanagem mesmo é ter que ouvir o funk do Quintão da Praça da Assembléia.

(:
Até

Challengers

  • 66,170 hit combos

Ao quatro tempos

Maio 2012
D S T Q Q S S
« Abr    
 12345
6789101112
13141516171819
20212223242526
2728293031  

Arquivo

@4ventos

Categorias

Seguir

Get every new post delivered to your Inbox.