You are currently browsing the tag archive for the ‘Not Tupy’ tag.

Míriam Leitão, falando sobre a postura de Lula ante a sociedade:

“Certas declarações que ele faz nos levam a pensar que das duas uma: ou é ele que se esquece do que disse ou fez na véspera, ou pensa que esse é um país de desmemoriados, que dá a ele a enorme vantagem de reescrever diariamente o enredo da sua história.”

Discordar com a indignação argumentada dela (o texto é bom) só seria possível se realmente você fosse um desmemoriado. O problema Míriam, é que este É um país de memória curta.

“Todos sabem o que ele fez ou disse ontem, na semana passada e nos últimos anos.” Ela disse. Eu duvido.

Falta muito ainda para o brasileiro comum aprender a ser democrático. Como diz o Fábio Marton no famigerado Not Tupy:

“Isso não tem nenhuma relação com capitalismo ou seu oposto. Após um desempolgante suspiro de civilidade política, o PT fez o brasileiro redescobrir as emoções do autoritarismo, a vontade de vencer no grito, o gosto por ser capacho de um caudilho.”

Do Not Tupy:

“A lógica da liberdade positiva não é falha em si: de fato, a necessidade e a escassez diminuem a “liberdade”, assim como as leis da física, o fato de você não ter uma máquina do tempo, não respirar embaixo d’água, não ser Napoleão Bonaparte… É o conceito de liberdade do moleque birrento, considerar como opressão não poder fazer tudo o que se quer na hora que se quer, e ter todas as coisas que se quer.”

Fazia tempo que eu não o visitava. E eu o revi num momento certo: ele foi muito feliz nas colocações sobre a liberdade positiva. Que eu nem sabia que tal conceito tinha definição e nome… para além do mundo das idéias.

E é engraçado quando eu discuto estas noções perversas de liberdade. As pessoas começam a defender liberdade, liberdade, liberdade.. e eu paro para questionar: muitas vezes as pessoas acham que estão exigindo liberdade, quando na verdade o que elas querem é poder.

A diferença às vezes não é simples.

Liberdade é a oportunidade que você tem de escolher qual fim você quer alcançar. Os meios ainda devem depender das suas capacidades, de sorte e, naturalmente, da liberdade do próximo. Como conciliar a sua liberdade com a liberdade do próximo*? Neste sentido, a necessidade de cumprir requisitos para alcançar um fim pode garantir que as demais pessoas também tenham de cumprir requisitos para alcançar o mesmo fim, mesmo que os meios dela possam ser outros.

Já quando você crê que o importante não é só escolher um fim, incluindo também esclher os meios para alcançar este fim, dai você está querendo ganhar, além de liberdade, poderes. Você não quer simplesmente seguir a carreira de escritor de blogs que mora no Leblon. Você quer que isto seja mais fácil de se alcançar do que realmente é. Você quer que as pessoas facilitem, colaborem, não concorram, aceitem, você que que a sorte seja igual pra todos. Para estas coisas, é preciso poder: para alterar as suas capacidades (ou os critérios de avaliação de suas capacidades), a própria sorte (ou a sorte dos outros), e você quer que as pessoas não te atrapalhem (ferindo a liberdade delas de escolher serem pedras nos seu caminho, seja qual for as razões delas).

Tem uma situação que pode parecer maluca a princípio, mas que para mim caracteriza bastante a como noção de liberdade é paradoxal.

A minha amada escritora do blog Publicidade Positiva, questiona o tamanho grau de vigília da sociedade (radares, câmeras fiscalizações, conferências de documentos e coisas do gênero), acusando estas medidas de serem geradoras de desconfiança, que por sua vez criam mais desconfiança e, enfim, desafeto na sociedade.

Eu já penso que estas medidas de monitoramento e controle são formas de demonstrar confiança na sociedade! Porque as pessoas são livres: se elas quiserem agir de má fé, elas tem a liberdade de querer fazê-lo. Cabe à sociedade respeitar essa decisão e impedir que tais pessoas tomem a iniciativa, ou punir quem a tenha realizado. Assim, por respeito a você, à sua liberdade e ao seu papel na sociedade, eu quero ver suas credenciais de boa pessoa, e se você não for uma boa pessoa, quero impedir que você prejudique os demais. Perceba que isso serve porque o safadinho tem liberdade (de agir de má fé) e o vigia também (de tentar impedir que uma atitude de má fé prejudique alguém). A confiança? A confiança vem da postura dos monitores: quando um segurança numa boite revista você, ele está confiante de que você terá uma arma ou está confiante de que no máximo ele tira umas casquinhas hoje?

Posso ir mais longe! Posso inferir que quando você exige que não sejam mais necessárias vigílias, e que assim devemos confiar nas pessoas, você está na verdade exigindo dois poderes: primeiro o poder de impedir que as pessoas escolham agir de má fé, para que assim você não precise se preocupar com segurança; segundo o poder de impedir que os demais sejam desconfiados (afinal, se uma pessoa for desconfiada, a única solução para a satisfação dela é promover a vigília)

Concluindo**: liberdade é um conceito complexo, que muito facilmente pode cair em contradição ou se tornar uma hipocrisia. E a solução da questão da liberdade passa pelo respeito à liberdade do próximo: até que ponto
suas exigências não ferem a liberdade alheia?

Até!
* Desculpem o excesso de palavras repetidas e escassez de recursos textuais… são 1h23m da manhã de domingo e eu acabei de chegar de uma mesa de bar.
** Este texto ficou BEM complexo. Se as melhores mentes leitoras do meu blogue não entenderem, por favor manifestem-se!

Uma incrível e ilustrada explicação sobre como melhor perceber o mundo com a mente aberta. E de como muitas, mas muitas pessoas acreditam possuí-las, mesmo estando longe disto…

Pratique o conhecimento. É mais difícil do que parece. E é menos recompensador do que buscar a felicidade individual.

(:

Veio até mim graças ao Not Tupy. Aliás, sendo Not Tupy o blogue cujo autor recentemente andou provocando falácias lógicas e me acusando de não conversar comogente grande no blogue dele. Sendo também o mesmo que veio até meu blogue para me convidar a visitar novamente o Not Tupy! hehe

O cara do Not Tupy me acha um cretino. Vindo dele, isso no mínimo alimenta meu ego…

Independentemente, continuo visitando seu blogue e sempre que ele postar assuntos que rendem bons tapas na cara dos brasileiros, eu vou anunciá-los aqui. (Só não vou mais comentar muito pela pura falta de tempo.)

Assim sendo, achei muito interessante o post em que ele diz: “Não é o malandro o que faz o Brasil patinar; sociopatas há no mundo inteiro. É o otário nosso problema, o que temos de original e errado.”

Pena que eu não sou tão polêmico, nem tão famoso quanto ele, para ter comentários no meu próprio blogue. Tudo bem, é por isto que que o título é Aos Quatro Ventos

Até
(:

A melhor parte de blogues cujos autores são despojados são as analogias:

“Ser anti-clerical em 1700 ou até 1900 e algo era uma atitude, hoje é o mesmo que usar piercing, tatuagens ou ser de esquerda, uma revolta de butique, algo que sua sogra não teria dificulade em entender. Atualmente, ser deslavadamente pró-revolução-burguesa, pró-tudo-o-que-veio-depois-do-século-18 é que é ser contra a “Igreja”, seja a igreja keynesiana, anti-globalista, do eco-primitivismo, do pós-modernismo, e até também a Católica Apostólica Romana, a menos influente de todas.” 

 

Esta é do Not tupy. O assunto é o enfadonho caso da Igreja excomungar médicos e garotinhas inocentes.

Só para não deixar passar batido, como católico eu devo comentar alguma coisa. A filosofia por trás da Igreja prega o repúdio ao assassinato (ao estupro também), mas também prega uma doutrina que busca aperfeiçoar cada vez mais a capacidade de perdoar.

Existem então aí duas coisas diferentes: uma é o fato de que as pessoas podem ou não ter sido excomungadas; outra é a atitude dos católicos (especialmente os padres) quanto a isto. Mesmo que um clérigo católico creia que a garota e os médicos tenham sido excomungados pela Divina Providência, ele deve ter com estas pessoas uma forte compaixão, um forte sentimento de alento e vontade de protegê-las. Ele deve também se esforçar para amá-los, e ele deve ser o mais solícito, piedoso, caridoso e justo com elas.

Esta sim seria uma prática catolicista completa e… louvável!

Esta deveria ser a filosofia de vida para aqueles que acreditam no milagre da bolachinha sem sal.

(:

De uma comunidade do Orkut:

Robson
A soma da exploração com a opressão
Este caso da agressão já está sendo uma boa demonstração de como o capitalismo funciona na prática.

Agora querem desqualificar a denuncia da vítima. Só por que é mulher, estrangeira e por que o bárbaro crime mostra que o povo suíço, do alto de sua histórica neutralidade, não é imune à crise global do capitalismo e tb gera monstros fascistas.

Isso aí! Obviamente que este acontecimento demonstra a fraqueza do capitalismo. Principalmente porque qualquer demonstração de governos enconbrindo a verdade são tipicamente capitalistas, como por exemplo China, Cuba e Coréia do Norte…

veio até mim graças ao Not Tupy

Como música realmente popular, o samba está morto. Restam os sinceramente nostálgicos, os derivativos românticos gordurosos, as manifestações de folclore para a classe média – “rarara, Zeca Pagodinho, você é tão bêbado!” – e certos rituais criados no dever cívico de tentar ser carioca ou brasileiro.

Mas em BH o samba é moda. E tem uma curiosidade: os sambas-enredo das escolas hoje são bons exemplos de um português culto e polido. Por que será? Dizem meus professores de português e de interpretação de textos que isto ocorreu para mostrar ao mundo que o samba é cultura artística evoluída e inteligente. Algo parecido hoje seria transformar letras de funk carioca em uma linguagem culta e cheia de conteúdo (histórico, cultural, refrencial, moral, nacionalista).

Muito curioso. Mas o mais curioso paramim é: já viram o tanto que sambas falam de samba?

Challengers

  • 66,170 hit combos

Ao quatro tempos

Maio 2012
D S T Q Q S S
« Abr    
 12345
6789101112
13141516171819
20212223242526
2728293031  

Arquivo

@4ventos

Categorias

Seguir

Get every new post delivered to your Inbox.