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Do Estadão:

“Companhias baseadas nos maiores países emergentes são as que mais praticam corrupção quando fazem negócios no exterior. A conclusão é apresentada hoje em relatório da Transparência Internacional.” 

 

 

Opa! Acho que nossos professores de economia têm algo a dizer sobre isso! Frasescomo:

“SÉÉÉRIO??”
“Não me diga…”
“AH! Vai se ferrar, eu te falei isso três vezes antes da prova!”
“Eu num falei…”

Mas sempre vai ter um professor que vai falar assim:
“Mas você tem que estar vendo que as instituições implicam na premissa de que o neoliberalismo não serve para nada e que ser do social é o que há. Logo, estaremos esquecendo do óbvio para estar falando sobre o que queremos que seja verdade…”
E vai estragar tudo!

Mas enfim…

Um generoso trecho (muito bom) de um post do blog Mão Invisível. Só espero que o Sr. André não se incomode com isto!

“Em que pesem os efeitos (aparentemente esgotados) dos derivativos cambiais sobre as empresas privadas, o BC brasileiro pode permitir que a moeda flutue, preservando as reservas (e, portanto, a solvência externa), ao mesmo tempo em que os ganhos sobre estas ajudam a reduzir a dívida pública, melhorando a solvência doméstica. Não por acaso, em contraste com os modelos heterodoxos, nosso risco-país cresceu relativamente pouco, de 1% a.a. para 4,3% a.a., mais por conta da piora geral do que algum problema específico no Brasil.

Contra este pano de fundo só mesmo a duradoura “privação momentânea de sentidos”, tão particular aos keynesianos de quermesse, pode explicar a insistente louvação a um modelo que está levando países que o adotaram a uma crise financeira de grandes proporções. Para heterodoxos, contra a ficção não há argumentos.”

Mesmo que eu não seja um liberal, com certeza a ortodoxia eu vou sempre defender.

Até!

Do Café Colombo:

“O epitáfio do capitalismo está sendo, mais uma vez, esculpido. A queda nas Bolsas e os pacotes bilionários de socorro estatal à economia reavivaram os críticos do sistema de livre iniciativa. Mas, a despeito da crise, os sinais vitais do capitalismo vão bem, obrigado. A divisão do trabalho com liberdade econômica através de trocas voluntárias continua sendo a melhor forma de organização social.”

Reparem que eu estou pendendo excessivamente para a direita nestes últimos dias. Isto é natural, se você pensar numa postura de equilíbrio: os esquerdistas fazem a festa duplamente: crise financeira e eleições (já que a falta de direita na política transforma nossa festa da democracia numa festa da bagunça entre esquerdas). E, em nome do melhor debate democrático, e do melhor governo, em tento ver sempre os dois lados desta conversa. O monopólio (monopólio.. hhmm) da esquerda no Brasil vai me puxar muito para a direita por uns tempos. E, claro, ser de esquerda e concordar com balela socialista são duas coisas diferentes, na minha opinião. Por isso, meu blog vai sempre mostrar o caminho contrário ao pensando espúrio.

Comunicação expressão é a arte de falar… falar.. e não dizer nada. Como bem destacado no blogue Refém do Estado.

Até!

Excelente análise dos problemas na educação superior e técnica no Brasil. Só me faz reiterar o absurdo que é viver num país onde o sindicalismo é tem sua “mais-valia”, em detrimento da eficiência e da inteligência.

O autor não chega a tocar em um ponto interessante. A relação dos membros da área da educação nos governos (Ministério da Educação, faculdades, Secretaria de Estado de Educação de Minas Gerais) são como uma máfia organizada e perigosa, que se recusa a aceitar, por vezes, trabalho delegado até pelo chefe de estado. Não trabalham em equipe, e não admitem que sejam contrariados, usando basicamente a falácia da autoridade para impedir os demais de argumentar contra eles. Se um agente externo e ortodoxo viesse aqui ao Brasil e implantasse uma política de controle de qualidade dos nossos professores, meu palpite é de que passaríamos uma vergonha internacional.

Triste é a impotência da razão sobre as falácias típicas dos brasileiros:

“Será que o investimento está sendo questionado porque é para as classes populares?”

ou

“Sabe com quem está falando? Eu sou um professor!”

Ou seja, a educação vai para o buraco, pouco a pouco, e eu não posso dizer nada a respeito. Azar. Quando eu entrei para a Escola de Governo da Fundação João Pinheiro, minha maior vontade era seguir carreira na Secretaria de Educação. No último semestre, depois de tudo que eu conheci sobre o estado, eu abandonei a idéia. Não só eu abandonei a idéia, como a única vaga plenamente recusada por todos os formandos da minha turma* foi a de trabalhar nesta área.

 

Veio até mim graças a De Gustibus Non Est Disputandum

. Que por sua vez desabafou, resignado:

“Qualquer opinião contra a maioria bolivariana é, obviamente, taxada de neoliberal e os méritos do argumento são, normalmente, ignorados.”

Desta vez, com muita razão.

Até!
(:

* Para quem não sabe, a Escola de Governo da Fundação João Pinheiro fornece bolsa de 1 salário mínimo a TODOS seus alunos, e todos também terão vaga garantida em algum órgão estadual, geralmente as secretarias de estado.

Ensaio do Professor Shikida sobre o aumento de spams em suas caixas de e-mail e o tamanho do Estado. Destaco aqui o trecho que mostra a fantástica genialidade mal direcionada do nosso tergiversado economista:

“Há um monopolista no uso da coerção no Brasil: o governo (embora o PCC esteja, gradativamente, aumentando a concorrência no setor…)”

Muito bom!

Um pequeno trecho:

Reasonable people can disagree about how much the government should redistribute income. Part of the disagreement is economic: for example, how large are the elasticities that determine tax distortions? Part of the disagreement is philosophical: for example, is taking money from high-wage individuals to give it to low-wage individuals a way to ameliorate the injustices inherent in a market economy or a form of government-sanctioned theft? Economists can help with the economic part of the disagreement, but we have no comparative advantage to help with the philosophical part.

Leia tudo.

O ponto interessante para países como o nosso:

1 – devemos estabelecer qual será o limite de igualdade que desejamos (para tanto devemos tirar sindicalistas, professores e socialistas da mesa de discussões… tudo bem, podem mantê-los, mas vamos desejar coisas possíveis, ok moçada?). Não precisa ser algo muito bem definido: basta que os partidos políticos passem a ter identidade . Assim saberermos o que esperar de suas políticas no que tange a distribuição de renda quando eleitos.

2 – Reformar os tributos de forma a torná-los progressivos e desenvolver algumas políticas de transferência de renda (tal como Bolsa Família? Talvez, seria melhor pensar em Poupança Jovem). Pelo menos aqui em Minas Gerais, com políticas como Travessia, Usina do Trabalho e Poupança Jovem. Travessia é uma coordenação de políticas públicas já existentes em cidades “estrategicamente vulneráveis”, ou seja, melhorar a eficiência dos gastos; Usina do Trabalho é a reencarnação de John Maynard Keynes: promover cursos de qualificação que usa as aulas práticas para trazer benfeitorias para o local; e o Poupança Jovem é uma transferência de renda condicionada à formação educacional dos beneficiários.

Terceiro parar de brincar de políticas públicas inovadoras (leia-se inventivas) e começar a tratar da eficiência do nosso governo em educação, saúde e segurança; além das políticas macroeconômicas (que no nosso caso precisam mais de uma revisão tributária e fiscal do que regulatória).

Agora, amigo… chegar neste terceiro passo não vai ser moleza!

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