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Hoje recebi um e-mail spâmico com este nome de assunto: “FW: ENC: Belíssimo filme sobre o Brasil – Meu presente á você…”. O erro de português nesta frase está no “á”: além de ter um acento agudo (óbvio erro de digitação), a pessoal achou que era necessário uma crase antes de um pronome, não lembrando que pronomes nunca são precedidos de artigo.

Em bom português: Foda-se. Ninguém merece ser destacado como estando errado numa situação destas. É um e-mail (de corrente ainda por cima!), que não tem a intenção de escrever bem, apenas passar uma mensagem pra quem quiser entender.

Eu só estou destacando isto porque pouco tempo atrás no meu trabalho recebi uma carta com os seguintes dizeres iniciais:

“A egrégia Comissão Deliberativa, venho através desta(…)”

“Egrégia”? Eu tive de ir no dicionário descobrir o que significa “egrégia”! Reproduzo o Priberam:

egrégio (latim egregius, -a, -um)
adj. Que inspira grande admiração. = ilustre, insigne, nobre, notável

Ou seja, a pessoa quis chamar a nossa atenção, formalmente, para fazer considerações, e ao invés de usar os habituais “prezada”, “estimada”, “ilustríssima”… preferiu gastar todo o português que ela possuía.

Aí sim eu me incomodo. Se a pessoa lembrou de tal inefável verbete, de impacto e formalidade ímpar, e uma beleza exótica de se ler… não podia ter esquecido da crase. Ou você começaria uma carta ao conselho com “O egrégio conselho, venho através desta…”?

Este sim, em bom português: ferrar-se-á, porque eu fiquei com muita preguiça de ler o conteúdo.

Pessoas estão fazendo aquilo que o pessoal do Tormenta RPG solenemente preferiu não fazer: estão traduzindo para o português o material de Pathfinder.

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Spider-man

Corrigir erros dos outros é arriscado…

Um artigo muito interessante do Omelete, “O que o mercado de HQs dos EUA tem contra os roteiristas brasileiros?”, de Érico Assis, é baseado em um comentário de Joe Quesada sobre a resistência do mercado de quadrinhos dos EUA em absorver roteiristas estrangeiros. Roteiristas, mas não desenhistas. Em suma, ele pensa que pessoas que não tenham o inglês como língua nativa teriam dificuldade em escrever histórias para o público estadunidense.

Vale a pena ler o artigo, que conta com comentários de roteiristas brasileiros famosos. Da minha parte, poderia até concordar que a diferença cultural é crucial para o desenvolvimento de roteiros, mas não consigo acreditar que isto seria ruim para o mercado. Não existe nada melhor para uma casa de idéias do que troca de idéias. Experimentar, e mais do que isto dar a chance aos de língua estrangeira mostrarem seus currículos, permitiria surgir não só oportunidades novas de quadrinhos, bem como poderia atiçar a criatividade dos próprios roteiristas já residentes no mercado das comic books.

Ah!
Eu voltei. (:


A desconstrução, conceito elaborado por Jacques Derrida, ou seja, uma crítica de pressupostos dos conceitos filosóficos.

A ausência de verbos na oração em negrito e a desconstrução.

Misturar informações técnicas com ênfases jornalísticas têm ficado mais difícil com a crise financeira:

“Em Londres, o índice Financial Times mergulhou 7,16%, a 4.079 pontos. Em Frankfurt, o índice DAX desabou 6,49%, para 4.861 pontos. Em Paris, o índice CAC-40 despencou 6,82%, para 3.381 pontos.”

Segundo o Priberam, dicionário da língua portuguesa, toma suas próprias ações para combater a crise de liquidez verbal:

diminuir:

tornar menor;
subtrair um número de outro;
tornar raro;
apoucar;
reduzir a menos;
deduzir;
moderar;
deprimir;
amortecer;
decrescer;
minorar, tender a desaparecer;
emagrecer;
humilhar-se (figurativo).

cair:

ir abaixo;
pender;
tombar;
desabar;
abater-se;
inclinar-se;
curvar-se;
acontecer;
suceder;
abrandar;
amainar;
sujeitar-se;
incorrer;
cometer;
descer;
baixar;
ajustar-se;
combinar-se;
harmonizar-se;
ser enganado, surpreendido.
cair em si: ter grande decepção; aperceber-se;

a cair: a não se suster (locução verbal)

Desse jeito, as bolsas do mundo vão humilhar-se de tanto não se susterem!

Olha que engraçado, em uma reportagem da Folha Online:

“O próximo passo é o texto ele voltar à Câmara e, se aprovado, passará a vigorar após sanção do presidente George W. Bush.”

“o texto ele” não faz muito sentido em português, é uma redundância. Mas em inglês: “the text himself”

hhmmm….

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