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(…) parceria “de cima” é sustentada na troca de vantagens, no jogo puramente fisiológico. “Embaixo”, nas cidades, é que se dá a disputa de fato, pois ali está a fonte de poder real que determina a sobrevivência ou a falência de um partido.

Dora Kramer, falando ao Jornal Estadão sobre a incoerência entre as alianças partidárias nacionais em comparação com as regionais e locais.

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Pelo menos de acordo com a candidata Dilma Roussef; no trecho no texto de Rolf Kuntz:

“Segundo a candidata Dilma Rousseff, o Brasil só não cresceu mais nos últimos anos porque o governo petista encontrou ‘uma inflação fora de controle’, havia uma dívida muito grande com o FMI e foi preciso gastar tempo para pôr em ordem as finanças.”

Míriam Leitão, falando sobre a postura de Lula ante a sociedade:

“Certas declarações que ele faz nos levam a pensar que das duas uma: ou é ele que se esquece do que disse ou fez na véspera, ou pensa que esse é um país de desmemoriados, que dá a ele a enorme vantagem de reescrever diariamente o enredo da sua história.”

Discordar com a indignação argumentada dela (o texto é bom) só seria possível se realmente você fosse um desmemoriado. O problema Míriam, é que este É um país de memória curta.

“Todos sabem o que ele fez ou disse ontem, na semana passada e nos últimos anos.” Ela disse. Eu duvido.

Falta muito ainda para o brasileiro comum aprender a ser democrático. Como diz o Fábio Marton no famigerado Not Tupy:

“Isso não tem nenhuma relação com capitalismo ou seu oposto. Após um desempolgante suspiro de civilidade política, o PT fez o brasileiro redescobrir as emoções do autoritarismo, a vontade de vencer no grito, o gosto por ser capacho de um caudilho.”

Eu iria postar um link direto para o Diplomatizzando, mas essa do De Gustibus non Est Disputandum foi muito boa:

"Adeus, Francenildo. Os historiadores marxistas – e os filósofos oficiais – não falarão de ti. Tu, maldito, não és uma ‘classe social’, és um alienado, um indivíduo e, ensina-nos a dialética marxista-gramsciana-leninista-e-aliados, um indivíduo não é nada. O que vale é a necessidade da maioria."

Ele devia ter feito um haicai.

O governo Lula mostra cada vez mais evidencia que na hora do aperto, a capacidade do pessoal petista para implementar políticas públicas é no mínimo… retardatária.

Corroborando, leia Míriam Leitão aqui e aqui.

O resultado se torna mais preocupante para o PT uma vez que o partido continua não conseguindo obter sucesso nas votações das capitais das regiões Sudeste, Sul e Centro-Oeste. Nas dez capitais dessas regiões, que concentram o maior número de eleitores e de riqueza do País, o PT vai controlar em 2009 apenas Vitória, onde João Coser foi reeleito. É muito pouco para o partido do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, considerando que o PT também já não controla nenhum governo dos Estados dessas três regiões.

Aécio Neves, falando ao Estadão:

“Cada Estado e cada município tem a sua realidade e elas são distintas. Aqui havia ambiente para isso. É claro que em outras cidades não há esse terreno tão fértil. Mas o que estamos plantando aqui em Minas Gerais, em algum momento vai germinar no Brasil inteiro

Humberto Dantas, falando ao mesmo jornal:

“Para a sucessão ao governo de São Paulo em 2010, tanto PT quanto PSDB terão de construir novos nomes”

Será que esta aliança, que começou costurada e informal em Belo Horizonte, cheia de polêmicas, pode vir a se mostrar uma boa opção para os partidos de maior identidade no país?

Um futuro para a Copa do Mundo no Brasil:
uma coalizão PT-PSDB, que unifica a maior força política atual do Brasil, a centro-esquerda;
os extremos lutando pelo espaço cada vez mais minguante: DEM de um lado e PC do B de outro;
e o surgimento de uma centro-direita, que virá para se opor a Aliança;
e o PMDB.

Palavra da salvação. Amém.

Encontrei este post, do Pedro Doria via Google Reader (ferramenta que eu acabei de descobrir e ainda não sei bem como usar), mas o que importa é que eu concordo plenamente. Então aí vai a conclusão, que ficou muito boa:

“Enquanto aqueles partidos são mantidos artificialmente vivos por uma aliança evidente que nunca se concretiza, reais partidos de direita não nascem no Brasil para uma oposição decente. Uma oposição com programas, com propostas alternativas à direita e uma idéia distinta de Brasil. Tal oposição melhoraria a coligação de centro-esquerda PT-PSDB, que seria obrigada a um debate sério a respeito de suas propostas e o constante refinamento. E o Brasil teria dois grupos fortes se enfrentando, os eleitores teriam duas propostas realmente distintas e o fisiologismo teria menos espaço.”

O que ele ainda não desenvolveu neste texto é justamente o lado mais pragmático: como unificar este dois partidos? O primeiro laboratório ocorre aqui em Belo Horizonte, aos trancos e barrancos, mas que com certeza dará uma ótima fonte de estudos.

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