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Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre, 217 views

O Quintão deixou meu blog super badalado, mas não chegou a ficar nem em segundo lugar de posts mais vistos. E a paartir de agora, o “Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre” vai crescer mais graças a referência à enciclopédia do que ao ex-candidato.

Tem coisas que não dão pra fazer…

(:

Veio até mim graças à Miriam Leitão:

“Como as autoridades do Ministério da Fazenda sabem, ou deveriam saber, confiança é tudo no mundo das finanças. E confiança é algo que se quebra com extraordinária facilidade. Depois de quebrada, como nos cristais, é difícil ser recomposta. O excesso de idéias criativas pode passar a errônea impressão de que existe uma crise profunda no setor bancário brasileiro.”

Em momentos de crise, as pessoas param de usar expectativas adaptativas, e começam a priorizar suas expectativas simplesmente racionais: interpretam quaisquer sinais de maneira a especular sobre o futuro. Assim, torna-se impossível ao nosso país ficar imune aos problemas financeiros internacionais. Mas, pelo visto, esta onda de pessimismo vai nos atingir mais por razões administrativas do que por razões puramente econômicas.

É um belo abacaxi este de ser presidente de um Banco Central nesses tempos de decisões importantes. Qualquer bobagem destrói tudo que você criou de bom num piscar de olhos.

Ou seja, o problema hoje nosso não parece estar no governo em si, que tem feito sua parte para facilitar a atuação do mercado. O problema reside em crise de confiança generalizada, que trava nosso mercado interbancário. Daí o governo tem novamente que fazer a sua parte bem feita? A partir daí, as receitas prontas e o conservadorismo não parecem conseguir respostas. Mas arriscar ações, na atual conjuntura, é jogar mais necessidade de confiança.

O que fazer? Contratar o melhor economista do mundo e esperar que ele não erre? Pra assumir o lugar deste?

Percebem como quanto mais decisões administrativas são necessárias, maior o risco de o país de meter em encrenca?

Por isso o risco país aumentar desse jeito não é algo injusto. Sacanagem mesmo é ter que ouvir o funk do Quintão da Praça da Assembléia.

(:
Até

“Não é pesquisa que vota. Quem vota é gente”

Mas eu acho que isso é um bom sinal, um indicador de que a democracia está melhorando.

Como assim? Pense bem, desde nossa redemocratização, estamos com a oportunidade de colocar em cheque a capacidade de articulação e maturidade política dos nossos candidatos. Estas gafes e situações ridículas a que os candidatos se submetem mostram o quanto o controle social aumentou nessas eleições. Em Belo Horizonte, por exemplo, os eleitores não estão tão apáticos* quanto alguns afirmaram no fim do Primeiro Turno, pelo menos na minha opinião.

Ao final do nosso primeiro turno, ficou claro que a coligação informal PSDB-PT era um desafio muito grande, e quase deu tudo muito errado. Primeiro por ter sido uma “aliança” mal articulada em nível nacional, gerando desaprovação generalizado entre parcelas dos partidos. Segundo os eleitores ideológicos (especialmente petistas) não admitiam tal união. Terceiro porque o candidato não aparecia como alguém capaz – a campanha não fez questão de elevar qualidades de Lacerda, priorizando a mesma coligação política que gerou tanta polêmica e opiniões divergentes. Por fim, a falta de currículo político de Lacerda, aliada ao nome sujo na sociedade pelo mero envolvimento com o caso mensalão (mesmo que inocente, sua idoneidade moral foi abalada).

Assim, muita gente não teve coragem de confiar nessa campanha, preferindo os candidatos secundários ao apoiado pelos caciques. Ou seja, as pessoas comuns (que não tem cultura de acompanhar o cenário político além das eleições e de alguns poucos casos mais sérios, como o mensalão) não iriam aceitar um candidato sem uma apresentação devida e cercado de polêmicas pelos entendidos do assunto (jornalistas, estudantes, concorrentes, militantes, etc). No ato de votar para o segundo turno, as duas grandes apostas seriam Jô Moraes e Leonardo Quintão para concorrer com Lacerda. Creio que Quintão praticamente absorveu boa parte dos eleitores da Jô ao montar uma campanha complementar a dela. Enquanto ela era extramente politizada, ideológica e contrária ao Lacerda, Quintão apareceu como um pragmático, que trataria a prefeitura como as pessoas tratam suas empresas e suas famílias, com uma atitude aparentemente sincera e simples. Com um adicional de se declarar um bom entendedor de orçamento, afirmando que iria fazer tudo que fosse possível pela prefeitura, dentro dos limites, sem irresponsabilidades. Comparando Jô com Quintão, sendo o importante haver um segundo turno, as pessoas escolheram Quintão. Na verdade, eu vou mais além na minha opinião para dizer que no primeiro turno Quintão absorveu os votos de rejeição a Lacerda, justamente porque as pessoas queriam um segundo turno, mas não tinham coragem de votar em uma pessoa radical como Jô. Pra mim, o país tem uma preferência pela centro-esquerda, não pelo socialismo.

Então, o que acontece no segundo turno é um melhor equilíbrio na Assimetria de Informações. Pense em um filme muito bom, que ganhe continuações desnecessárias (Efeito Borboleta 2, por exemplo). Essas continuações serão pautadas em mostrar mais do mesmo: qualquer apelo que havia no primeiro filme, que fez sucesso, será exarcebado numa continuação ruim. Foi o que Quintão fez. O jeitinho mineiro dele no primeiro turno aparecia durante alguns minutos no horário eleitoral, e ninguém realmente se importava com ele – era um canidato do PMDB que existia por existir. Esse jeito dele conquistou muitas pessoas. Só que manter mais do mesmo, acreditando que em time que está ganhando não se mexe, fez com que as pessoas vissem como esta publicidade era ridícula. Cai agora foi no desgosto. Especialmente a partir do momento em que ele ficou em primeiro lugar nas pesquisas, graças (na minha opinião) a uma euforia dos eleitores quanto ao resultado nas urnas, a concorrência passou a agir contra ele, em vez de apenas se auto promover, como fora no primeiro turno. Bastou todos prestarem atenção em Quintão para ver como ele é um ridículo, um politiqueiro, demagogo e, pelo visto, despreparado. Muito mais do que Lacerda, que neste segundo turno sim apareceu a público, trouxe sua própria personalidade e usou bem melhor seu appoio político. Rejeição de Quintão, mais melhor** aprovação de Lacerda, gerou um empate nas pesquisas.

Sinceramente, desde o final o primeiro turno eu já esperava que isto aconteceria. Os belorizontinos não são estúpidos, são pessoas com pouca escolaridade e uma péssima cultura política, mas basta dar a eles as informações certas que eles vão fazer o que é melhor para si. Aposto na vitória de Lacerda, mas não descarto que Quintão possa sair triunfante nesta eleição, porque a ainda existem as polêmicas quanto a mal formada Aliança por BH.

Até!

* O que não muda o fato de que, com nossa parca educação, temos grandes dificuldades de desenvolver uma consciência ou uma memória políticas. Na minha opinião, o caso é de que a população QUER formar uma melhor opinião, mas não consegue.

** Isto não foi um erro de português! Leiam com atenção!

“Não sois máquina. Homens é que sois” – Chaplin

É isso mesmo! É gente cuidando de gente!

Dá um jóia aí Carlitos!

(:

Enquanto a lista de discussões da Administração Pública rende assuntos políticos, os conteúdos mais interessantes faço questão de publicar. Agora segue uma mensagem na íntegra de um anexo a um dos e-mails que eu recebi. Vou manter a identidade da pessoa segura dessa vez.

Como diria meu professor Shikida: Ei-lo

Acho que eu editei este texto aí também! Vou pedir uma farpelinha para a equipe do Quintão!

Mais detalhes aqui, e… bem… aqui

Vale lembrar que não fui eu quem descobriu isto. Foi o pessoal da lista de discussões via e-mail dos administradores públicos do Estado de Minas Gerais, que entre outras, já declararam literalmente ter MEDO do Quintão prefeito. Amigo do governador, tudo bem. Mas… e dos gestores estaduais?

Até!

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