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Vídeo bem interessante sobre a arte de se contar histórias, e a sua capacidade de evoluir, tanto quanto (ou até mais, ele parece implicar) o próprio conteúdo que as histórias têm a oferecer. Leia o resto deste artigo »
Apesar de curtir muito RPG, videogame, animes e memes de Internet, tem momentos que eu me sinto alienígena perto de outros nerds. Um destes momentos acontece toda quarta-feira na Stadium Games, em que uma galére se reúne para jogar board games, ou jogos de tabuleiro.
É. Eu não gosto de jogos de tabuleiro. Leia o resto deste artigo »
Pessoas estão fazendo aquilo que o pessoal do Tormenta RPG solenemente preferiu não fazer: estão traduzindo para o português o material de Pathfinder.
Eu não sou um daqueles jogadores de videogame que liga muito para a qualidade gráfica do jogo. Basta conferir videos dos meus dois jogos de RPG favoritos: Chrono Trigger e Star Control II. Mas o Final Fantasy XIII tem um apelo muito forte para a imagem. Foi a primeira vez que eu simplesmente não me cansei de ficar evoluindo personagem num jogo, batendo monstros e mais monstros como se fosse um MMORPG. O sistema de combate interessante me ajudou a manter o ritmo, mas os cenários eram tão bonitos que eu me distraia o tempo todo reparando nos detalhes ao fundo da tela. E eu fiquei com um enorme pesar de jogar esta beleza toda numa televisão pequena, em vez de um full HD. Vou guardar este jogo só para quando eu comprar uma super TV eu poder jogá-lo novamente.
O jogo pode ser dividido em dois. A primeira parte é extremamente voltada para os personagens. É um jogo muito fechado, praticamente em linha reta. Já a segunda fase o jogo muda de figura, os personagens acabam se confundindo com o próprio cenário, em contrapartida sendo tão aberto que você pode andar do começo ao fim do jogo em ida e volta (e quando você termina eles ainda liberam mais evoluções e locais para você explorar pelo puro prazer de ver mais paisagens e bater mais em monstros).
A história do jogo é uma beleza a parte. Setenta horas convivendo com aquelas pessoinhas, e tudo que você espera é saber o que vai acontecer com eles. E o que acontece é bem japonês, um final do naipe de Evangelion. Normal até, para a tradição de Final “Fantasies”. Muito bonito, grandioso, com aquela típica moral da história que japoneses adoram, sobre cumprir promessas e tentar o impossível.
Acima de tudo, FFXIII é um alerta para quem fala que os jogos tradicionais se esgotaram. As coisas mudam, é fato, mas mudar não significa acabar com o antigo. Um jogo em turnos, com uma história bastante linear, personagens com design pronto, musiquinhas orquestradas e cenas absurdas entre as situações de jogo.
E entender o que significa o símbolo desenhado por Yoshitaka Amano para ser a capa do jogo é realmente compensador.
Eu tinha me esquecido mesmo de como é bom jogar um RPG desses.
Discussão prosposta pelo Blog dos Quadrinhos.
Demais nerds que me desculpem, mas acho que o problema para se tratar quadrinhos como coisa séria é o mesmo sofrido pelo RPG: os temas abordados pelas suas obras.
Outra madrugada eu escrevo mais sobre isso.
Até!



