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O problema da política monetária é o mesmo de todas as políticas no Brasil-sil-sil
Agosto 6, 2010 in Blogroll, Economia, Government, Opinião, Social | Tags: Brasil-sil-sil, Eleições, Lula, Miriam Leitão, Política monetária, Seu governo, Sua política | Deixe o seu comentário
Míriam Leitão, sobre a política econômica do Governo Lula, e o que ela espera dos próximos governantes:
“Nesta reta final do governo Lula, políticas têm sido adotadas diariamente que quebram a longo prazo um pé do tripé. Os aumentos de gastos públicos, a criação de despesas permanentes, a construção de atalhos fiscais para o endividamento público, a ressurreição da política industrial do governo militar, as exceções criadas na Lei de Responsabilidade Fiscal, tudo isso está, na prática, minando as bases do equilíbrio fiscal.”
De fato, é muito difícil pensar que um presidente brasileiro não vá usar de sua autoridade sobre o Banco Central para atender demandas políticas de curto prazo. Mas se for ponderado que oito anos de governo Lula-PT-PMDB não o fizeram graves mudanças, quem sabe isto não se sustenta? Tiraremos a prova, creio eu, justamente quando os ditos gastos fiscais cobrarem sua fatia na produção nacional (além do terço levado pelos impostos).
O povo brasileiro ainda não é capaz de enxergar benefícios de longo prazo, somos um povo orientado para o presente. Esta é a dificuldade que, persistindo, vai exigir do presidente atitudes “drásticas”.
Presidente este que necessariamente é um ser corporativista, empoderado mediante coalizões perversas, e invariavelmente personalista. Se não, não conseguiria ser eleito. Ainda não. O sistema político e eleitoral brasileiro exige de seus candidatos, governantes e oposição que mantenham vícios de políticas paternalistas. Eles são incapazes de tomar medidas impopulares, mas que levem a benefícios maiores. Vejam a rejeição ao Fernando Henrique Cardoso quando este tentou consolidar algumas reformas (e que até hoje rendem debates acalorados).
Nosso presidencialismo de coalizão é democrático, pelo menos no que tange ao presidente.
Admirável mundo novo
Julho 27, 2010 in Blogroll, Government, Mídia, Nerd, Opinião, Social, Texto | Tags: Anime, Cinema, Cinema nerd, Coletivos, Cyberpunk, Do lado de cá, Indie, Lain, Quarto Setor, Seu país, Sua política, Sua sociedade, Terceiro Setor | 2 comentários
Quando um autor resolve “prever” o futuro para criar um cenário que se passa à frente do nosso tempo, escolhe diversas tendências e modas, e as potencializa até elevar o status de algo típico de nossa “então cultura no futuro”. Claro que qualquer um com bom senso sabe que existem dois poréns: uma pessoa é incapaz de pensar em tudo (quanto mais deduzir as implicações de tudo nos anos que se seguirá); e um autor pega somente os temas que interessam para ele ou para sua obra, nem que seja um mínimo de interesse estético.
Interessante, na minha opinião, notar que todos autores futurólogos que eu conheço subestimam um ponto muito peculiar da nossa cultura atual: os coletivos.
É um conceito bizarro: o “coletivo” a que me refiro é um termo que vi na Revista Superinteressante, que tenta explicar um grupo de pessoas que se unem para fazer algo, seja qual for este algo.
“Retardado! Isto é lógico! Pessoas só conseguem se reunir para fazer algo! Nem que seja tomar cerveja fim de semana ou ver mulher na porta de casa!”
Calma! O que você não perceberá, se não esperar eu terminar de explicar, é que há pessoas que se reúnem por razões muito inusitadas. Sim, as pessoas sempre se reuniram para beber, ou para fundar uma empresa, ou estudar… mas desde quando as pessoas se reúnem para construir um coelho visível apenas pelo Google Maps? Ou para se fantasiar de zumbis em diversas parte do mundo? A Wikipédia é livre para qualquer um editar. Em BH (território dominado pela República Federativa do Brasil) existe o Ystilingue – espaço de “cooperação solidária entre grupos autônomos e indivíduos” e havia a Lojinha Grátis – cujo nome descreve literalmente a proposta da loja. No site da própria Super tem alguns exemplos de coletivos legais.
Os fãs de anime e mangá das antigas vão se lembrar de como era difícil e polêmico o trabalho dos fansubbers (grupos de legendam e distribuem animes gratuitamente) antes da Internet. Além de legendar os animes, eles tinham que copiar a fita e enviá-la para o fã; e ainda por cima fazer a manutenção dos videocassetes, que não aguentavam produções massificadas por muito tempo.
O que eu gostaria de incluir neste conceito são as novas formas de manifestação social, tais como orçamento participativo, a Ficha Limpa, e o Travel Hospitality Club (também em versões micro, como a comunidade do Orkut Caroneiros de BH/Campo Belo).
Coloco todos estes movimentos junto aos misteriosos coletivos porque ambos são novas formas de se relacionar uns com os outros, e com isso criar algo que tenha um impacto na vida dos demais. E estas formas são novas não porque não existiam antes, mas porque quando informação era uma coisa cara as pessoas não conseguiam atingir grandes grupos, estes grupos nasciam e morriam sem causar impacto ou causando polêmicas demais. A não ser um punhado de exceções, como Jesus ou Lutero.
Mas estes grupos não tem a intenção de serem grandes organizações de terceiro setor ou algo parecido, eles possuem como único e exclusivo objetivo… seu próprio objetivo. Se eles se tornam grandes ou pequenos, se eles ficam ricos ou definham, se são morais ou imorais, pouco importa. O importante é se levantar da cama e fazer aquilo que foi proposto. É o que a Superinteressante chamou de Quarto Setor.
Hoje de manhã quando saí de casa, me deparei com um folhetinho bem ordinário com os dizeres “Você usa o pedaço verde da Rua Nicarágua? Já pensou alguma coisa sobre esse espaço público no meio dos prédios?”, além de alguns desenhos bonitos e slogans como “Tão pertinho de casa”. No bairro Sion existe um… troço errado… com a Rua Nicarágua. Ela termina em um lote vago (tem uma plaquinha com o nome da rua do outro lado, aliás) com um caminho cabuloso e escuro que algumas pessoas usam de atalho para a rua Patagônia (outra bizarrice, diga-se de passagem). O problema é que outras pessoas usam como fumódromo de substância ilegais, rendendo muita insegurança nos arredores. A proposta não está nem elaborada: você entra no blog com o usuário e senha e começa a postar suas idéias lá (acho a idéia até meio arriscada de sofrer vandalismos).
Então, o meu ponto é que antes eu podia até achar que estas coisas “alternativas” só chegavam a mim porque eu sou meio esquisito mesmo, e vivo cercado de gente doida (conheço o cara que inventou a Rola Kitty, e os malucos RPGistas do zine Mamute! além de uns membros do Gato Negro, um povo que quer pintar ciclovias clandestinas em BH…). Mas este folhetinho que chegou a mim vai chegar à minha vizinha que acha meu grupo de RPG barulhento, à república festeira do Paulo, e ao meu síndico que tenta dar tumé via controle de garagem.
Assim sendo, se eu fizesse minha versão de Bladerunner, 1984, Shadowrun, Lain, Minority Report, O demolidor… eu colocaria ao lado das mega-corporações ou super governos, enormes e complexas redes sociais, e poderosos membros do terceiro setor. Além de ter durante a minha história a eterna sensação de que, na verdade, quem manda mesmo no mundo é o discreto e bobinho quarto setor.
Close this world. Enter the nExt.
Lucia Hippolito, reverência e crítica
Agosto 5, 2009 in Blogroll, Government, Opinião | Tags: Lucia Hippolito, Sarney, Seu governo, Sua política | Deixe o seu comentário
Lucia Hippolito:
Eu gosto muito da reverência com que ela fala dos coronéis. Eles merecem o respeito dela. Mas vale lembrar que não se respeita apenas aqueles que se preza. Você respeita quem merece. Por mais que Sarney seja um monstro que corrói a democracia brasileira (nem tanto hoje quanto ontem), ele o faz com impacto e influência. E tem muita história. Ela o trata com um respeito que exala também repúdio.
Quem é capaz de tratar os seus e também os seus contrários com este nível de compostura, merece a minha admiração.
Até porque eu não sou capaz. Se aparece perto de mim Sarney me causaria náuseas. Porco nojento, imundo e
desgraçado.
Prévias do PSDB e da democracia
Março 16, 2009 in Blogroll, Government, Opinião | Tags: Aécio Neves, PSDB, Seu governo, Sua política | Deixe o seu comentário
Lucia de novo:
“A idéia das prévias no PSDB é excelente. Se ele vencer – não se esqueçam do exemplo Barack Obama – ótimo, sai candidato. Se não vencer, bom também. O partido terá passado por uma prova de democracia interna, e Aécio terá uma saída honrosa. Uma satisfação a dar ao povo de Minas.”
Foi a primeira coisa que eu pensei quando eu fiquei sabendo da proposta das prévias. O PSDB tem de amadurecer, pois na minha opinião o nosso Estado Democrático de Direito legítimo vai surgir a partir deste partido. E com um antagonismo do DEM, não do PT, devo dizer.
A Política no Brasil tem muito o que desenvolver ainda. e isto vai dar muito pano pra manga da História.
Este post poderia ser bem maior se eu tivesse mais tempo… :/
Dossiê Dantas
Dezembro 5, 2008 in Blogroll, Mídia, Opinião, Social | Tags: Carta Capital, Daniel Dantas, Jornalismo, Sua política, Transparência | 1 comentário
Eu conheci a revista Carta Capital já na faculdade (olha só os riscos de se estudar ciências humanas no Brasil…). Hoje eu respeito muito esta revista, e com certeza sobrando uma graninha eu a assinaria (talvez a única fonte razoável de informação da esquerda brasileira…).
Este respeito surgiu a partir de um editorial, em que Mino Carta expressa claramente sua posição de esquerda e que isto de fato influencia o conteúdo de suas matérias. Ele explica que em imprensas amadurecidas é comum jornais e revistas deixarem expressas suas posturas políticas. Por fim ele acusa os demais editoriais brasileiros de se declaraem imparciais, mas que obviamete não o são.
Depois, eu passei a prestar maior atenção à Carta Capital e li algumas boas matérias sobre educação, tema que sempre me interessou.
Mas antes… eu recebia com preconceito a revista. Brincava com o fato de ela ser “comunista”, entre outrops termos pejorativos… azar, nunca me propous ser politicamente correto mesmo… mas enfim, uma das principais fontes de piadas sobre a Carta Capital era o execsso de matérias sobre Daniel Dantas – o cara – e o fato da revista sempre colocá-lo com orelhas… grandes… nas imagens de capa. Eu não duvidava das matérias (até porque não lia, só via as manchetes), e nunca duvidei de que um banqueiro no Brasil fosse corrupto. Duvido que pessoas enriqueçam muito no Brasil sem se corromper. Mas é que era muito enraçado o excesso de perseguição da revista, que parecia ter uma paranóia em cima do indivíduo.
Justiça seja feita. É engraçado como hoje tantos joranis e revistas falem do Dantas também.
Enfim, caso alguém precise de informações sobre Daniel Dantas, sugiro que procure a Carta Capital. Como que comemorando a vitória triunfante sobre seu maior inimigo, a revista publicou o chamado Dossiê Dantas.
O que seria este Dossiê? Uma matéria especial na revista contando a história do banqueiro? Não. É um apanhado detodas as matérias anteriores sobre o dito cujo. E, em dez anos, esse matéria rendeu muito assunto…
Ponto para os canhotos!
(:
Plágio no Programa de Governo? Isso dá para fazer!
Outubro 20, 2008 in Blogroll, Government, Hint, Social, Texto | Tags: quintão, Sua política | 1 comentário
Enquanto a lista de discussões da Administração Pública rende assuntos políticos, os conteúdos mais interessantes faço questão de publicar. Agora segue uma mensagem na íntegra de um anexo a um dos e-mails que eu recebi. Vou manter a identidade da pessoa segura dessa vez.
Como diria meu professor Shikida: Ei-lo





