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Comentário de Vincent Benvis sobre o turismo no Brasil e a estagnação do número de estrangeiros visitantes no país:

Antes desses grandes eventos esportivos, por que o Brasil não está fazendo mais para atrair gringos? Pode ser que, no momento, não seja preciso. São os compatriotas que estão enchendo as vagas.

Nos últimos dois anos, eu fiz as minhas (espero) primeiras viagens para fora do país. Leia o resto deste artigo »

Esta música é o auge da metalinguagem! Jon Lajoie é fantástico, não pela sequência “nonsense-escatológica” que ele exala em quase todos os vídeos que faz, mas pelo fato de que ele tem plena consciência do que está fazendo. Os vídeos “nonsense-escatológicos” já demonstram por si só a qualidade do comediante, pela direção e pelo jogo de palavras e significados. Mas quando o trabalho dele deixa de lado o palavreado louco, sua lucidez (e sua acidez) impressionam.

E acho que este deve ter sido o comentário mais sério sobre uma piada como La Joie. Eu prefiro mostrar a capacidade dele, num vídeo que é mero insulto às bandinhas de música pop.

Letra: Leia o resto deste artigo »

O Link, parte integrante do jornal Estado de São Paulo, entrevistou Christopher Poole, o moot, sobre o 4chan e sua posição na Internet: Leia o resto deste artigo »

No blogue Words of Leisure eu encontrei uma sequência de charges de Quino, e como vocês já viram neste blogue eu sou admirador dele. No blogue, a autora comenta sobre a desilusão que ele sente pelo século XXI. Eu comento abaixo o post dela, só que pelo tamanho, eu resolvi postar no meu próprio blogue.

Em suma é: não só o Quino, todo artista parece desiludido com o mundo que vive. É inato deles. Eu sempre quis escrever sobre isso, mas me faltava criatividade para discorrer sobre o assunto. Eis que desta vez eu consegui enumerar argumentos para mostrar tanto que a desilusão dos artistas não passa de uma ilusão, como para mostrar o meu lado mais otimista que é: o mundo hoje é muito melhor que o mundo de ontem. E estou aqui para defender esta bandeira.

Segue a resposta que seria um mero comentário.

Words of Leisure

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Está muito claro pra mim que a minha viagem para Cingapura mudou radicalmente minha visão de mundo. Não só pela viagem ao exterior, que foi a minha primeira (e ainda por cima eu fui parar lá na Ásia), nem só pela proposta da visita, que foi um trabalho de aprendizado sobre como funciona outro governo. Cingapura virou uma referência para mim, e eu ainda estou tentando entender o que isto significa.

Lee Kuan Yew, o super ministro desta cidade-estado, anunciou recentemente sua saída do cargo (criado exclusivamente para ele, diga-se de passagem) de Ministro Sênior. Claro que, como os comentário da Economist colocam, o homem não deixará a agenda do país acontecer sem a sua influência. Acreditar em sua saída é como acreditar que o Lula saiu da Presidência da República brasileira. Mas cabe aproveitar este momento para refletir. Meu amigo escritor do Matizes Escondidos me enviou estas imagens maravilhosas da Foreing Policy, que rasga alguns elogios sobre o feito de Cingapura durante o governo de Lee Kwan Yew. Leia o resto deste artigo »

Quando um autor resolve “prever” o futuro para criar um cenário que se passa à frente do nosso tempo, escolhe diversas tendências e modas, e as potencializa até elevar o status de algo típico de nossa “então cultura no futuro”. Claro que qualquer um com bom senso sabe que existem dois poréns: uma pessoa é incapaz de pensar em tudo (quanto mais deduzir as implicações de tudo nos anos que se seguirá); e um autor pega somente os temas que interessam para ele ou para sua obra, nem que seja um mínimo de interesse estético.

Interessante, na minha opinião, notar que todos autores futurólogos que eu conheço subestimam um ponto muito peculiar da nossa cultura atual: os coletivos.

É um conceito bizarro: o “coletivo” a que me refiro é um termo que vi na Revista Superinteressante, que tenta explicar um grupo de pessoas que se unem para fazer algo, seja qual for este algo.

“Retardado! Isto é lógico! Pessoas só conseguem se reunir para fazer algo! Nem que seja tomar cerveja fim de semana ou ver mulher na porta de casa!”

Calma! O que você não perceberá, se não esperar eu terminar de explicar, é que há pessoas que se reúnem por razões muito inusitadas. Sim, as pessoas sempre se reuniram para beber, ou para fundar uma empresa, ou estudar… mas desde quando as pessoas se reúnem para construir um coelho visível apenas pelo Google Maps? Ou para se fantasiar de zumbis em diversas parte do mundo? A Wikipédia é livre para qualquer um editar. Em BH (território dominado pela República Federativa do Brasil) existe o Ystilingue – espaço de “cooperação solidária entre grupos autônomos e indivíduos” e havia a Lojinha Grátis – cujo nome descreve literalmente a proposta da loja. No site da própria Super tem alguns exemplos de coletivos legais.

Os fãs de anime e mangá das antigas vão se lembrar de como era difícil e polêmico o trabalho dos fansubbers (grupos de legendam e distribuem animes gratuitamente) antes da Internet. Além de legendar os animes, eles tinham que copiar a fita e enviá-la para o fã; e ainda por cima fazer a manutenção dos videocassetes, que não aguentavam produções massificadas por muito tempo.

O que eu gostaria de incluir neste conceito são as novas formas de manifestação social, tais como orçamento participativo, a Ficha Limpa, e o Travel Hospitality Club (também em versões micro, como a comunidade do Orkut Caroneiros de BH/Campo Belo).

Coloco todos estes movimentos junto aos misteriosos coletivos porque ambos  são novas formas de se relacionar uns com os outros, e com isso criar algo que tenha um impacto na vida dos demais. E estas formas são novas não porque não existiam antes, mas porque quando informação era uma coisa cara as pessoas não conseguiam atingir grandes grupos, estes grupos nasciam e morriam sem causar impacto ou causando polêmicas demais. A não ser um punhado de exceções, como Jesus ou Lutero.

Mas estes grupos não tem a intenção de serem grandes organizações de terceiro setor ou algo parecido, eles possuem como único e exclusivo objetivo… seu próprio objetivo. Se eles se tornam grandes ou pequenos, se eles ficam ricos ou definham, se são morais ou imorais, pouco importa. O importante é se levantar da cama e fazer aquilo que foi proposto. É o que a Superinteressante chamou de Quarto Setor.

Hoje de manhã quando saí de casa, me deparei com um folhetinho bem ordinário com os dizeres “Você usa o pedaço verde da Rua Nicarágua? Já pensou alguma coisa sobre esse espaço público no meio dos prédios?”, além de alguns desenhos bonitos e slogans como “Tão pertinho de casa”. No bairro Sion existe um… troço errado… com a Rua Nicarágua. Ela termina em um lote vago (tem uma plaquinha com o nome da rua do outro lado, aliás) com um caminho cabuloso e escuro que algumas pessoas usam de atalho para a rua Patagônia (outra bizarrice, diga-se de passagem). O problema é que outras pessoas usam como fumódromo de substância ilegais, rendendo muita insegurança nos arredores. A proposta não está nem elaborada: você entra no blog com o usuário e senha e começa a postar suas idéias lá (acho a idéia até meio arriscada de sofrer vandalismos).

Então, o meu ponto é que antes eu podia até achar que estas coisas “alternativas” só chegavam a mim porque eu sou meio esquisito mesmo, e vivo cercado de gente doida (conheço o cara que inventou a Rola Kitty, e os malucos RPGistas do zine Mamute! além de uns membros do Gato Negro, um povo que quer pintar ciclovias clandestinas em BH…). Mas este folhetinho que chegou a mim vai chegar à minha vizinha que acha meu grupo de RPG barulhento, à república festeira do Paulo, e ao meu síndico que tenta dar tumé via controle de garagem.

Assim sendo, se eu fizesse minha versão de Bladerunner, 1984, Shadowrun, Lain, Minority Report, O demolidor… eu colocaria ao lado das mega-corporações ou super governos, enormes e complexas redes sociais, e poderosos membros do terceiro setor. Além de ter durante a minha história a eterna sensação de que, na verdade, quem manda mesmo no mundo é o discreto e bobinho quarto setor.

Close this world. Enter the nExt.


Hipocrisia muito bem levantada no Nariz Gelado:

Para ver Lula processado, porém, acenda uma vela. E tente encontrar, com o auxílio dela, algum procurador disposto a tomar as dores da etnia “branca de olhos azuis”. Porque, ao que parece, a Lei 7.716/1989 só vale para negros, mulatos e indígenas.

O cara do Not Tupy me acha um cretino. Vindo dele, isso no mínimo alimenta meu ego…

Independentemente, continuo visitando seu blogue e sempre que ele postar assuntos que rendem bons tapas na cara dos brasileiros, eu vou anunciá-los aqui. (Só não vou mais comentar muito pela pura falta de tempo.)

Assim sendo, achei muito interessante o post em que ele diz: “Não é o malandro o que faz o Brasil patinar; sociopatas há no mundo inteiro. É o otário nosso problema, o que temos de original e errado.”

Pena que eu não sou tão polêmico, nem tão famoso quanto ele, para ter comentários no meu próprio blogue. Tudo bem, é por isto que que o título é Aos Quatro Ventos

Até
(:

Not Tupy:

“Os pobres são criminalmente, mas não moralmente responsáveis, os ricos o são moralmente, mas não criminalmente. Apenas pessoas de classe média [...] é ao mesmo tempo moral e juridicamente condenável. Mas isso apenas para os outros, porque para si a classe média também usa o recurso do ‘coitadinho’, para roubar TV a cabo, baixar arquivo torrent, falsificar carteira de estudante etc.”

Gosto dos posts do Not Tupy quando surge este tipo de questionamento. Uma visão áspera, mas que consegue perceber (e botar pra fora) os desvios de caráter dos brasileiros.

No meu caso, eu ainda acho que há um problema muito sério em efetivamente culpar os brasileiros pobres moralmente. A moral deles é injustamente deturpada. Eles não tiveram educação (e, pelo visto, com a confusão da educação no país, os filhos deles também não terão), não tem a menor noção destes valores. Qual a utilidade prática em punir quem não sabe que errou? Ensinar para não fazer mais? Mas e aquele papo de liberdade civil? É culpa deles que eles não tomaram conhecimento das regras sociais? Nesta área, acho que o governo brasileiro toma uma atitude exemplar a preferir conscientizar do que punir. Em algum momento, os brasileiro pobres serão conscientes, aí sim as punições serão mais cabíveis.

Mas até lá, os pobres brasileiros já serão a classe média brasileira…

Mais uma do Not Tupy:

“No Brasil jamais se aceitou a idéia iluminista de igualdade moral e jurídica – ao invés disso, mesmo que jamais tenhamos sido uma democracia liberal, nossos juristas e intelectuais muito se empenham em desconstruir o fantasma do (neo)liberalismo. Esse monstro terrível que poderia destituir sêo dotô de sua função natural, e onde já se viu, na tar democracia liberal ninguém respeita a quem tem berço! Estou dizendo isso mesmo: o modo de pensar a pobreza no Brasil é uma afirmação de superioridade de classe.”

Estes comentários ácidos são para meus amigos sociais comentarem. Aqui, o polêmico autor deste blog não trata só de política e de cultura – que são, junto com economia, minhas preferências acadêmicas. Ele trata da formação social do Brasil, e usa de uma linguagem quase sociológica para argumentar contra todos nós.

Digam-me: ele está errado? Se sim, por quê?

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