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Mais uma daquelas sugestões do Philipe que, mais cedo ou mais tarde, vem à tona.

Leiam sempre o blogue dele com atenção!

Bonde das Impostoras – Bicha Designer

Mais um dia da semana, o que é que eu vou fazer?
Vou me mandar pro wonka pra fumar e beber
Eu sou super cult, não vou em qualquer lugar
Tem que ter gente bem burra pra eu poder me achar
Dai então eu conto o livro que eu li
Até a pagina dois porque de resto num entendi
Faculdade de design, durmo na biblioteca
Ouço jazz na quinta feira e sodomizo as boneca
Meu óculos de aro preto ja me faz inteligente
Discuto Bulgakov c’ vendedor de livro crente
Minha roupa é de brechó, igual meu avô já tinha
Roupa feia escandalosa só pra funkeira galinha
Desculpe mon amour que eu sou publicitário
Sou a nata criativa e você é um otário
Eu sou o mais legal e minha vida eu aproveito
Sodomia de três dias amarrado no banheiro
E isso é bem melhor que esse tal barzim da moda
Cheio de mal-vestidos, heteros e cocotas
Esqueça, a gente marca um café pra amanhã
Pra falar de cine grego e do Dalton Trevisan
Essa modinha de funk ja me deixou irritado
Eles são analfabetos, incultos e escrachados
Eles não percebem que são do tipo patético
Fogem do meu bom gosto formador de senso estético
Depois eu chego em casa pra baixar pornografia
Eu sou bem chegado nisso adoro escatologia
Sou lindo e cool, cult e bem vestido
Eu sei que desse jeito ainda arrumo um bom marido

(HAH! Não foi enviado por e-mail!)

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Como música realmente popular, o samba está morto. Restam os sinceramente nostálgicos, os derivativos românticos gordurosos, as manifestações de folclore para a classe média – “rarara, Zeca Pagodinho, você é tão bêbado!” – e certos rituais criados no dever cívico de tentar ser carioca ou brasileiro.

Mas em BH o samba é moda. E tem uma curiosidade: os sambas-enredo das escolas hoje são bons exemplos de um português culto e polido. Por que será? Dizem meus professores de português e de interpretação de textos que isto ocorreu para mostrar ao mundo que o samba é cultura artística evoluída e inteligente. Algo parecido hoje seria transformar letras de funk carioca em uma linguagem culta e cheia de conteúdo (histórico, cultural, refrencial, moral, nacionalista).

Muito curioso. Mas o mais curioso paramim é: já viram o tanto que sambas falam de samba?

Inesperada dica do De Gustibus, a segunda melhor análise do movimento cultural funk carioca que eu já li. A melhor análise em absoluto até hoje se econtra perdida numa SUPER INTERESSANTE do passado, em que rola uma paródia de estudos antropológicos e o funk carioca. Hilária porém informativa, a matéria segue os moldes da reportagem deste mês sobre a onda do livro Crepúsculo na mesma revista. Quando eu conseguir a reportagem, eu coloco aqui.

Voltando para o post do blogueiro que eu ainda desconheço, ele faz uma argumentação incrível para desprestigiar o funk como movimento musical. Só que, junto com o funk, ele leva embora um dos meus ritmos preferidos, que é o rock brasileiro dos anos 80.

E só como curiosidade (para quem foi lá e leu o post do cara), e cresci ouvindo rock brasileiro dos anos 80. Será que se eu (ou minha geração) ou minha geração, contruir sua música a partir disso, continuaria o marasmo musical, ou seríamos legítimos como os roqueiros ou os bossa-novas?

Fica aí a pergunta, e fica aí a dica para quem acredita que funk tem algum valor (além de permitir aos homens secarem a mulher alheia)! :)

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