Aos quatro ventos

Abril 30, 2008

Apelou, tem que cheirar

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44 bilhões de dólares pela Yahoo!? Google, boa sorte!

Economicamente bagunçados

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Eis que a apreciação da Câmara dos Deputados da medida provisória que altera tributações para compensar o rombo orçamentário causado pelo fim da CPMF nos cofres brasileiros. Claro que esta seria uma tentativa natural de um governo que precisa arrumar mais 40 bilhões de reais. E as 42 emendas ao projeto dos legisladores também eram esperadas: estamops faland de dinheiro, e de muito dinheiro.

Dentre propostas, estão aumento de tributaçao para grandes empresas de refrigerante, e para instituições financeiras, entre outros grandes vilões capitalistas. Só que mais umavez, quem rege tudo isso é o próprio mercado: esperem por refrigerantes serem os próxios alimentos a soferrem om o “surto mundial de inflação dos alimentos”. E outra, se com a redução da SELIC nestes últimos anos, os bancos teimavam em diminuir para o usuários suas taxas, imagine agora. Bancos não respeitam leis, e não será umanova lei que fará isso acontecer. Mas eles obedeceriam a incentivos, aposto com vocês!

Mais uma tentativa de regulação que não deveria acontecer. São Paulo aumenta o piso salarial estadual, colocando várias ocupações ganhando no mínimo 450 reais, 475, e até 505 reais. EU já estudei a reação dos estados uq eexistem este tipo de lei e comparei a evolução salarial com os que não existem: dados confidenciais, mas confiem em mim que a correlação, se existir, é bastante bagunçada. Metade dos estados tiveram aumento real dos ganhos médios de seus trabalhadores, metade não. E no mesmo período, estados que não fizeram este tipo de ajuste também registraram aumentos tão grandes quanto. Na prática, o ganho além de ser duvidoso, tem um custo factual: aumento da informalidade. Ou você realmente estará disposto a formalizar o emprego da sua empregada ou do seu garçom só porque os deputados (seus representantes) assim mandaram? Bem, vocês deveriam, mas não vão.

Refular circulação monetária já não é fácil, e o nosso país ainda tende a piorar esta relação do governo com o mercado. Um salário mínimo é de fato prejudicial em algumas relações econômicas, mas no geral ele disciplina relações de trabalho. Agora vários salários mínimos vira bagunça. O mesmo para tributação. DOIS impostos pessoal: sobre a renda e sobre o patrimônio. É tudo que se é necessário. Mas isso daqui, amigos, você vai poder esperar sentado tomando suquinho. Ou refrigereco, já que estes vão ter redução na alíquota.

Até mais ver!

Abril 9, 2008

Depois não diga que não avisei…

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Ultimamente eu tenho sido abruptamente qualificado como uma pessoa “desanimadora”. Nada muito grave, já que não estou sendo as acusações sempre vem com a observação de que não sou um pessimista.
Mas o que leva uma pessoa a me chamar de desanimador? Eu estive pensando sobre isso. O que acontece basicamente é o seguinte: uma pessoa vem toda animada me contar seus planos para o futuro, explicando o que ela quer o que ela pretende e algumas vezes como ela vai fazer para atingir esta meta. Eu, na qualidade de ouvinte que interage com a conversa, por interesse ou curiosidade mesmo, acabo comentando uma série de “variáveis” que a pessoa irá encontrar pela frente. Diante dos meus comentários, a pessoa já com uma feição mais frustrada que antes, diz que eu não devia ter feito aqueles comentários, que não precisavam ser levantados em pauta. Em exemplos, é mais ou menos assim que acontece: meu amigo me conta sobre os planos dele de fazer uma viagem de mochilão pela Europa. Eu, na situação mencionada anteriormente, comento coisas como: “Nossa, que legal!” “Você já pensou em como vai entrar na Espanha?” “Já começou a reservar o dinheiro?” “Já pensou em como será com a sua namorada durante a viagem?”. A pessoa já começa as respostas a estas perguntas com certo ar de emburrada. Daí, eu, na qualidade de alguém que, em alguns casos, já viveu situação parecida, ou em outros casos, já ouviu histórias de quem fez algo parecido, percebo que as respostas da pessoa são fracas, são coisas que até onde eu sei, percebi que tem altos riscos de não dar certo. Continuando no exemplo, a pessoa da respostas como: “Legal mesmo!” “Hah! Chegando lá eu converso com os caras.” “Liga não que eu pago com cheque especial.” “A gente termina enquanto eu estiver fora, quando eu voltar a gente se reencontra.”. E agora? O que eu faço?
Não sem bem o porquê, nem como ou quando, mas a partir de uma época da vida eu comecei a admirar o conceito de “harsh people”. Trata-se daquelas pessoas que vivem sempre com recursos claramente escassos. Como os antigos vikings. São pessoas duronas, que tem uma determinação ferrenha, coragem incrível e sabem bem a diferença entre o corajoso e o louco. “Uma casa só será realmente sua se foi você quem a construiu.” Creio eu inclusive que foi daí que surgiu o conceito atual de meritocracia. Mas, no meu caso, o que eu sigo como ideal baseado no “harsh people” é a satisfação que eles encontram em vencer desafios. Não é o caso masoquista de querer que surjam desafios, mas uma aceitação de que desafios são necessários para que um objetivo seja realmente legítimo. Uma vez que você enfrentou e venceu os desafios na conquista de seus planos, você sente mais na pele o valor daquilo que você conseguiu.
Portanto, sempre quando eu tenho meus próprios planos, e vejo diante de mim desafios possíveis de serem vencidos, eu tento enfrentá-los com gosto. No final, as coisas acabam sempre valendo mais a pena. (“harsh” também é a atitude de aceitar sem muita lamentação o fardo de lidar com coisas impossíveis de serem vencidas, como um terremoto que derruba a casa que você construiu. Injusto? Não importa, aconteceu e agora é seguir em diante. Mas isto é assunto para outro post).
Voltando a sonhada viagem de meu amigo às libertinagens holandesas, belezas francesas e curiosidades alemãs… o que farei? Se fosse comigo, eu não só gostaria que me falassem o que enfrentarei pela frente como, se eu demonstrasse que não estou preparado para enfrentá-lo, gostaria que me alertassem para evitar frustrações piores no futuro. CLARO que, se mesmo assim eu quiser arriscar, o risco é meu e eu só queria a opinião do amigo, não a limitação dos meus atos. Mas não é comigo a história, é com ele! Qual será a minha reação? Antes de saber que sou uma pessoa desanimadora, eu continuaria avisando que os espanhóis não são tão abertos a negociação assim e tal. Hoje, sabendo que isso desanima as pessoas, ao invés de encorajá-las (como faria comigo), eu vou acabar respondendo “Poxa legal… boa viagem então!”
Afinal, estamos em terra onde se plantando tudo dá mesmo.
Isto não é uma crítica a quem age diferente, ou às pessoas que me chamaram de desanimador ou adjetivos semelhantes. É só um comentário que foi escrito com um bom humor da minha parte!
“Nossa, estou com sede e ali tem um copo de 200ml de volume e 100ml de água!”
“Este copo está meio cheio! Vou matar minha sede!”
“Não! Este copo está meio vazio! Esqueça-o pois não vai matar a sede.”
“Ele está meio cheio… mas como está também meio vazio, acho que depois de bebê-lo vou procurar mais água em outro lugar. De preferência já levando o copo comigo…”
Outro dia eu falo sobre outra péssima mania minha, que também contribui para a minha imagem de “do contra”: o contrarianismo!

Abril 6, 2008

Pessoas respondem a incentivos

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Você pode até discodar…

But people do. And that’s a curious thing. Throughout history, whenever human beings have tried to imagine the best of all possible worlds, they’ve pictured some version of paradise: a place of abundance and ease. Not too long ago, people insisted the Internet was just such an environment, with its effortlessly reproducible wealth of data and light-speed transcendence of geography and time. In the emerging online universe, it was said, scarcity had no place. And what’s not to like about that?

Yet scarcity has turned out to be a feature, not a bug. Sure, people like the big, graphics-based chat arenas such as the Palace, where talk was the only real commodity, and that commodity was, as usual, cheap. But the worlds they actually want to be in - bad enough to pay an entrance fee - are the ones that make the digital goods hard to get to and even harder to copy. The addictive appeal of online role-playing games suggests that people will choose the constraining and challenging world over the one that sets them free.

…mas um ambiente onde tudo é possível, as pessoas vão acabar descobrindo formas de serem únicas. Não sei se “únicas” seria a palavra mais adequada, mas o ponto é que as pessoas fazem juízo de valor de tudo naturalmente, e com isso mesmo em um mundo fantástico em que você poderia fazer tudo, alguns bens ainda continuariam escassos: criatividade, estilo, carisma, inteligência, feitos… e a partir de então as pessoas começariam a buscar estes bens para elas, seja produzindo, seja comprando.

Outras economias são possíveis, mas dificilmente elas sairão deste “dogma”.

…..E eu estou bem ocupado! Até!

Abril 5, 2008

Transcending history and the world(s)… a long time ago

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Março 24, 2008

Neoliberalismo de esquerda

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Ricardo Musse, no caderno Mais! da Folha de São Paulo, disse:

“A implementação radical do receituário neoliberal na América Latina, ao destruir um Estado que subsidiava apenas as empresas e a camada mais abastada da população, possibilitou a emergência de governos com coloração mais à esquerda que tendem a ampliar a cobertura social dos despossuídos”.

Ora, se não há uma ironia nessa dialética aqui. Quer dizer então que as reformas neoliberais trouxeram ao país um governo que não subsidia apenas “empresas e a camada mais abastada da população”? Mas logo ele retorna à programação normal e diz que tais reformas possibilitaram os governos de esquerda de entrar na frente e assumir o posto.

Vale lembrar só que “reformas neoliberais” da América Latina são uma vaga lembrança do real neoliberalismo. Basta consultar a Constituição Federal de 1988. Outra coisa: as reformas políticas trouxeram para a população as condições para se avaliar seus governos, e descobrir que Sarney, Collor e Franco são péssimos governantes, e foi esta inaptidão para governar que tiraram seus partidos do poder, não a exposição de idéias neoliberais (que no Brasil são conhecidas como privatizadoras, e nada mais). Até porque, neoliberalismo ou esquerdimos a parte, o que importa é o que o governo faz na prática, e o que a população quer na prática. E em matéria de governança, Lula não anda tão mal quanto muitos tendem a afirmar.

* O forte controle dos juros desde 2002, em vista da condição brasileira de dependente de capital especulativo, fez com que a estabilidade tenha sido alcançada, mesmo que no médio prazo.

* Ele tinha diante dele uma economia extremamente frágil, onde o crescimento dependia de exportações de commodities e capital volátil, com uma população sofre de forte concentração de renda e viés consumista. Ao impulsionar a renda das camadas mais pobres com diversos programas sociais e aumentos reais do salário mínimo, ele reduz a concentração em todos os anos de seu governo, e passa a criar uma demanda interna por consumo cada vez mais forte, ou seja, menos dependente de estrangeiros para o aumento da produção.

* A balança comercial tendendo para valores negativos, em vista da apreciação natural do Real, e os riscos de que a inflação suba fazem com que o país seja um eterno refém dos índices de risco-país. Se o país hoje tem um índice baixo, isto se deve a atuações fortes do governo. O mesmo pode ser dito quanto a inflação, que sofre tolerância zero ( ou melhor, quatro e meio…) do BACEN.

* Agora o governo está concentrado na situação cambial, enxergando o potencial de problemas econômicos que inundarão o país se não tomar logo medidas para forçar o paradigma: mesmo com a economia fortalecendo internamente, a moeda tem que depreciar.

Como eu disse antes, para mim não importa o ideário sócio-econômico da situação ou da oposição, o que importa é o que o governo vai fazer para melhorar a situação dos desalentados, dos abastados e de todos que façam parte da sociedade governada.

PS: Este post foi baseado na coluna de Luiz Carlos Bresser-Pereira para a Folha de São Paulo de segunda feira. Eu não li o caderno Mais! e não sabia de alguns fatos colocados por ele sobre medidas do governo.

Grandes empresas, estúpidos negócios

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Mesmo diante da explosão de consumo das classes C, D e E no Brasil, que hoje correspondem a cerca de metade de todo o consumo nacional, algumas grandes empresas resistem mudar suas estratégias para atender esta nova realidade, preferindo manter a produção destinada às classes A e B, com medo de denegrirem suas marcas. Ivan Zurita, presidente da Nestlé no Brasil, em entrevista à Folha de São Paulo, bem lembrou:

“As sandálias Havaianas têm modelos cobertos de pedras preciosas e o modelo tradicional que uma diarista utiliza para fazer uma faxina. A imagem da empresa nunca esteve em risco por causa disso.”

Ou então criem nomes diferentes, pseudônimos para as próprias marcas. Se é para continuar com o comportamento discriminatório, que pelo menos o façam de maneira mais útil.

PS: Eu estou completamente inépto para postar no blog estes dias. Minha cabeça só tem intelecto para a monografia e o estágio. Minhas matérias restantes na faculdade que sofrerão com isso…

Fevereiro 27, 2008

She is definately

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Este vídeo é muito bom, especialmente para cinéfilos que gostam de estar por dentro da vida dos artistas, vai rir muito com isso aqui. Se quiser entender melhor a história toda, visite o I Misbehave - só tenha paciência com a grande quantidade de… comentários femininos… sobre a integridade física e moral de Matt Damon. Aqui eu contibuo colocando a letra de I’m Fucking Matt Damon:

* Sarah Silverman: Hey Jimmy…it’s me. I’m in ahh, a hotel…I don’t know I’ve been on the road so long I..I don’t even know what city I’m in any more to be honest. Anyway, I’ve been thinking about you a lot, and ahh, I’ve been needing to tell you something. I don’t know why I haven’t but it’s important, I mean we’ve been together for so long, over 5 years, and I still haven’t told you and it’s just not right, so here it goes.
* Sarah Silverman: I’m fucking Matt Damon
Matt Damon: She’s fucking Matt Damon
Sarah Silverman: I’m sorry but it’s true
* Sarah Silverman: I’m fucking Matt Damon
Matt Damon: She’s fucking Matt Damon
Sarah Silverman: I’m not imagining it’s you
* Sarah Silverman: I’m fucking Matt Damon
Matt Damon: On the bed, on the floor, on a towel by the door, in the tub, in the car, up against the mini-bar
* Sarah Silverman: I’m fucking Matt Damon
Matt Damon: She’s fucking Matt Damon
Sarah Silverman: While you’re drinking diet Snapple
* Sarah Silverman: I said I’m fucking Matt Damon
Matt Damon: She said she’s fucking Matt Damon
Matt Damon: Hey Kimmel, how do you like them apples? Get it? ‘Cause, ’cause I’m talking about her breasts…
Sarah Silverman: Yeah…it’s…it’s funny…
* Sarah Silverman: Hey Jim, don’t take it bad…Remember all the good times we had…Like the time we went fishing…And we caught a bunch of fish…Then you puked in the bucket…On the fish that we caught…
* Girls: Knock knock!
Boys: Who’s that knocking at my door?
Girls: Amfa!
Boys: Amfa who?
Girls: I’m fucking Matt Damon!
Boys: She’s fucking Matt Damon!
Sarah Silverman: Analyze!
Everyone: F-U-C-K Matt D-A-M-O-N…I said F-U-C-K Matt D-A-M-O-N
* Sarah Silverman: I’m fucking Matt Damon
Matt Damon: She’s fucking Matt Damon
Sarah Silverman: And you know that I ain’t lying
* Sarah Silverman: I said I’m fucking Matt Damon
Matt Damon: She’s fucking Matt Damon
Sarah Silverman: Ask The Insider’s Pat O’Brien
The Insider’s Pat O’Brien: It’s true, The Insider has confirmed that she is in fact fucking Matt Damon
* Sarah Silverman: [Remember when] Last week when I was playing Scrabble with you online, I was fucking Matt Damon
* Matt Damon: [Remember when] You went back and forth to do your show and Regis and Kelly’s show, she was DEFINITELY fucking Matt Damon
* Sarah Silverman: [Remember when] I told you I was fucking Matt Damon? I WAS fucking Matt Damon.
* Sarah Silverman: On the bed, on the floor, on a towel by the door, in the tub, in the car, up against the mini-bar
Matt Damon: She’s fucking Matt Damon
Sarah Silverman: She’s fucking Matt Damon
Matt Damon: She’s fucking Matt Damon
Sarah Silverman: I love L.A.!
* Sarah Silverman: So, that’s it…umm….I think I was clear?
Matt Damon: No, you did great.
Sarah Silverman: Oohh, it was okay. [laughs]
Matt Damon: Pretty damn good.
Sarah Silverman: Ummm, anyway…umm, you know, we had a great run Jim and ahhh, I hope there’s no hard feelings, I hope we can be friends. I’m friends with all my boyfriends, my old boyfriends. If anything isn’t clear or you need closure of some kind, please please call my publicist Amy Zvi at BNCPR. So take care…
Matt Damon: You know what? Stop right there….Jimmy we’re out of time…sorry.
Sarah Silverman: [laughs] You are soo bad!
Matt Damon: A little bit, let’s put that guitar down and go fuck matt damon…See ya Jimmy.

Fevereiro 26, 2008

E novamente registra-se queda na bolsa de AAAAAARRGHH!

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Os americandos que evitem seus bacons, porque seus corações vão parar de disparar.

Fevereiro 25, 2008

Nova carteira de trabalho

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Isto pode ser muito útil para os postos do SINE. Mas eu queria muito saber como consultar sua previdência com ela. Na Caixa?

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