Aos quatro ventos

Junho 30, 2009

Jornalismo e boataria

Arquivar em: Blogroll, Mídia, Opinião, Social — /lw @ 12:06 am

Do Blogue Código Aberto:

“O sistema tradicional, onde o repórter constrói a história e depois a publica, está sendo rapidamente substituído por um novo modelo em que uma cobertura jornalística começa com o acúmulo desordenado de boatos e rumores pela internet e para só depois ganhar repercussão na imprensa convencional.”

Meu palpite sempre foi de que isto é o que deveria acontecer, com o barateamento da informação, para que o jornalismo se mantivesse útil e interessante. A informação livremente compartilhada é tão crua quanto os boatos soltos numa cidade pequena ou numa empresa. Cabe a um profissional o trabalho de apurar o caos e transformá-lo em fatos. Mas também cabe ao interessado filtrar do trabalho do profissional aquilo que é fato do que é opinião, como sempre. E agora este interessado tem uma ferramenta própria para isso: o mesmo caos.

Todos estamos conectados.

Junho 29, 2009

Agora ESCUTA! Os primórdios do Kaze

Arquivar em: Agora ESCUTA!, Blogroll, Hint, Mídia, Opinião — /lw @ 4:01 am
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Escute e veja porque eu formei este meu temível gosto musical! Olha a primeira música do Pato Fu que eu ouvi:

Pato FuQualquer Bobagem

Composição: Tom Zé

Chegue perto de mim
Não precisa falar
Acenda o meu cigarro
Não queira me agradar

Não decida nem pense
Não negue nem se ofereça
Não queira se mostrar
Não queira se guardar

Queira, queira queira
Escute essa canção
Ou qualquer bobagem
Ouça o coração

Nos tempos do Preto OU Branco

Há poucas semanas eu escutei os novos álbuns de Metallica e Guns ‘n Roses. Desde então pensei num post sobre a época em que eu ouvia estas duas bandas. Com a fatídica morte de Michael Jackson, eu senti que era mesmo a hora de falar daqueles tempos.

A época que eu falo é a primeira metade da década de 90: 1991 a 1995. É verdade que eu sou da opinião de que as décadas andam muito mais em decênios de 5 dígitos (66-75;76-85;86-95;96-2005;2006-2015…). Opinião intuitiva, sem muita fundamentação. O que importa aqui é que eu tenho a impressão de que 91-95 era a época de consolidar e esgotar tudo que fora criado nos anos 80.

Naquele tempo, eu era um pirralho, e do tipo que fazia muita bagunça. Eu adorava a companhia de meus primos da capital, todas as férias. Eles sempre me mostravam novidades incríveis, e eu ficava deslumbrado com tudo. Tudo menos comidas – custei a ter coragem de experimentar McDonalds e Pizzas diferentes. Por exemplo, foram eles que me apresentaram pela primeira vez um Compact Disc – justamente Dangerous. E, não sei se vocês se lembram, a capa deste álbum parece uma obra Rococó vienense! Aliás, os vestígios dos anos 80 ainda eram fortíssimos, e tudo na cultura era colorido de uma maneira brilhante e bizarra.

Neste tempo eu ainda não tinha condicões de formar minhas próprias opiniões (eu mal tinha 10 anos!). Mas várias coisas me marcaram.

Michael Jackson era mesmo uma delas. Foi talvez o primeiro cantor que eu realmente gostei. Meu pai trabalhava numa rádio de Campo Belo, e eu sempre pedia para tocarem músicas dele (quase sempre me davam um cano). Já meu irmão, bem mais velho que eu tinha sim seus gostos, e graças a mexericos nas gavetas dele eu pude ouvir Black Album, Guns ‘n Roses, Nirvana, Skank, Biquini Cavadão, Raimundos e… Miquinhos Amestrados!! Minha capacidade de interpretação era.. diferenciada: por exemplo eu associava Enter Sandman a ninjas, e Nothing Else Matters a ninjas morrendo dramaticamente…

A TV ainda era muito importante no meu dia a dia. Lembro de como me viciei em Tartarugas Ninjas e os Trapalhões. Gostava muito de Changeman e Jiraya, mas me recusava a assistir Jaspion ou Flashman…agora só não me pergunte que critério excêntrico eu utilizava para saber diferenciar a “qualidade” das obras. Eu passava longe de Sessão da Tarde. Só assistia filmes alugados, como as Tartarugas supracitadas ou Short Circuit 2. (Até hoje pago o preço por isso: nunca vi filmes como Curtindo a vida adoidado…). Uma tia minha foi morar nos EUA nessa época, e começou a me mandar filmes para assistir, mas eu ainda não entendia o inglês deles.

Eu comecei a ler quadrinhos e revistas. Eu viciei em revistas. Assinei minha primeira Superinteressante em 1993. Minhas duas primeiras HQs foram Grandes Encontros Marvel e DC: Super-Homem vs Homem-Aranha e “A aventura máxima dos titãs.”

Videogames entrariam na minha vida pra valer nesses anos. Eu não me tornei um nerd por causa de videogames, mas o primeiro sinal de que eu seria um freak surgiu assim. De longe, Mega Drive é o console mais gostoso de se jogar. Eu orgulhosamente fui o primeiro a alugar a fita Sonic 2 em Campo Belo; viciei em Street Fighter; era louco com jogos como Street Fighter II, Streets of Rage 2, Fifa Soccer… eu acordava todo sábado 6h30m da manhã para entrar na fila da Brinquei e alugar fitas antes dos outros (e ficava puto com quem as alugava na sexta…). Lembro do primeiro computador que eu vi. Era verde e preto, e o rapaz jogava Prince of Persia.

Isto tudo, claro, seguiu até o dia em que eu assisti a este episódio, ouvia Qualquer bobagem e tudo mudaria…

Como estas variáveis influenciaram no meu gosto atual? Não sei bem. Até pouco tempo atrás eu dividia meu gosto em antes e depois de Evangelion e a Internet. Mas as vezes sinto que vai mais além disso.

Fiquei agora curioso em pensar o que meus amigos ouviam, assistiam e jogavam nessa época?

Junho 23, 2009

Eu sonhei um sonho

Arquivar em: Arte, Blogroll, Opinião, Social — /lw @ 11:41 am
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Ontem antes de ir dormir eu resolvi escutar algumas músicas do Pato Fu. Banda que a meses eu não ouvia. Isto foi um pouco antes de dormir. Coincidência (ou não, como o tema deste post sugere), eu sonhei com a banda. Sonhei que eu era m convidado especial para um videoclipe com eles. O pequeno detalhe de que eu não sei tocar nenhum instrumento musical (menos ainda cantar) não precisa ser relevado.

Eu já tinha ouvido dizer que as últimas coisas que você percebe ou reflete antes de ir dormir serão muito influentes nos seus sonhos ao longo da noite. Dizem que, exercitando, você pode até controlar esta característica: mentalizando coisas propositadamente logo antes de ir dormir para sonhar com elas.

E tem também o eterno papo do subconsciente. Será que eu sonhei com a banda porque eu queria fazer parte dela mesmo? Normalmente as pessoas tratam de maneira confusa estas situações: umas são normativas ao consultar livros genéricos sobre sonos; enquanto outras fazem dos argumentos de maneira ad hoc (não importa o que você sonhos, isto será uma prova de que sonhos são influenciados pelas suas vontades secretas).

De qualquer maneira, lembrei de uma frase: “se você nunca foi comunista, é porque nunca teve um bom coração”. Penso diferente: “se você nunca quis ser artista, você nunca teve coração”. Não concorda?

Aliás, imagine aquele mundo comunista maravilhoso, onde as pessoas sempre irão trabalhar com aquilo que querem trabalhar, pois todos têm direito ao mesmo grau de satisfação na sociedade (ou você acha que as pessoas parariam de exigir após terem todos seus recursos socializados? Feliz, mas não final feliz.) Todos quererão ser artistas. Na melhor das hipóteses, tdos vão querer trabalhar com aquilo que mais gosta, tratando o trabalho assim como o artista trata sua arte.

Ou seja, os recursos serão socializados, para alcançar a máxima felicidade de todos. E os sonhos?

PS: O tom “político” não é proposital. O assunto do post continuou sendo como as pessoas se enxergam. (Eu sei que eu sou difícil de entender…)

Junho 18, 2009

Quadrinhos para estadunidense ver

Arquivar em: Blogroll, Hint, Mídia, Nerd, Opinião — /lw @ 1:34 am
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Um artigo muito interessante do Omelete, “O que o mercado de HQs dos EUA tem contra os roteiristas brasileiros?”, de Érico Assis, é baseado em um comentário de Joe Quesada sobre a resistência do mercado de quadrinhos dos EUA em absorver roteiristas estrangeiros. Roteiristas, mas não desenhistas. Em suma, ele pensa que pessoas que não tenham o inglês como língua nativa teriam dificuldade em escrever histórias para o público estadunidense.

Vale a pena ler o artigo, que conta com comentários de roteiristas brasileiros famosos. Da minha parte, poderia até concordar que a diferença cultural é crucial para o desenvolvimento de roteiros, mas não consigo acreditar que isto seria ruim para o mercado. Não existe nada melhor para uma casa de idéias do que troca de idéias. Experimentar, e mais do que isto dar a chance aos de língua estrangeira mostrarem seus currículos, permitiria surgir não só oportunidades novas de quadrinhos, bem como poderia atiçar a criatividade dos próprios roteiristas já residentes no mercado das comic books.

Ah!
Eu voltei. (:

Abril 12, 2009

Aos quatro ventos (ou só a dois deles mesmo…)

Arquivar em: Blogroll — /lw @ 11:52 pm

Sexta-feira Santa eu viajei para uma fazendinha muito confortável em Braúnas – MG. Cheguei hoje, e amanhã já parto para a região do Rio Doce: Ipatinga, Caratinga, Timótep e Coronel Fabriciano. Eita! Volto sexta-feira que vem, dia 17. Mas volto já com a mala pronta para partir para Curitiba! Ficarei por lá durante até o feriado de 21 de Abril.

Minhas viagens não estão confirmadas, mas se isto ocorrer, eu terei viajado 2.153 km, de acordo com o Google Maps, e tudo de estrada mesmo, porque avião para para os fracos e os ricos.

:)

Wish me luck!

Viagens em Abril

Agora ESCUTA! Lógica zero da música “fanmade”

Arquivar em: Agora ESCUTA!, Blogroll, Hint, Mídia — /lw @ 11:22 pm
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Zachem ty vse vremya govorish’ odno I tozhe?
Porque assim fica ainda mais divertido!

Se você tiver bastante estômago, aqui está um fictício (mas muito bem trabalhado) encontro de T.A.T.U. com Rammstein!!

Rammstein and t.A.T.u.- Odno I To Zhe Lyrics

[vou deixar a letra para quem quiser entrar no link do vídeo... tem a original e a tradução para o inglês]

Tomô? Esta é só para os mais excêntricos! E eu tenho essa música no meu celular…

Sexologia sem matemática é palpite

Arquivar em: Arte, Blogroll, Opinião, Social — /lw @ 11:07 pm
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Direto do XKCD

Fermirotica

Até!
(:

Abril 10, 2009

O céu de Ícaro contra o céu de Galileu

Arquivar em: Blogroll, Hint, Mídia, Opinião, Social — /lw @ 1:02 am
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Uma incrível e ilustrada explicação sobre como melhor perceber o mundo com a mente aberta. E de como muitas, mas muitas pessoas acreditam possuí-las, mesmo estando longe disto…

Pratique o conhecimento. É mais difícil do que parece. E é menos recompensador do que buscar a felicidade individual.

(:

Veio até mim graças ao Not Tupy. Aliás, sendo Not Tupy o blogue cujo autor recentemente andou provocando falácias lógicas e me acusando de não conversar comogente grande no blogue dele. Sendo também o mesmo que veio até meu blogue para me convidar a visitar novamente o Not Tupy! hehe

Abril 9, 2009

Agora ESCUTA! Porque eu também sei ser mainstream!

Arquivar em: Agora ESCUTA!, Blogroll, Hint, Mídia, Opinião — /lw @ 5:52 am
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Não gostou da idéia tuga? OK! Eu também sei ser mainstream quando eu quero. Pouco importa para mim o impacto de uma música ou banda nas pessoas. Basta que seja música agradável aos meus ouvidos. Então fica a sugestão pop do momento aí, que eu escutei algumas vezes nas rádis e achei bem legal:

O Rappa – Suplica Cearense

Oh Deus, perdoe este pobre coitado
Que de joelhos rezou um bocado
Pedindo pra chuva cair, cair sem parar

Oh Deus, será que o senhor se zangou
E só por isso que o sol se arretirou
Fazendo cair toda chuva que há

Oh Senhor, eu pedi para o sol se esconder um pouquinho
Pedi pra chover, mas chover de mansinho
Pra ver se nascia uma planta, uma planta no chão

Oh meu Deus, se eu não rezei direito,
A culpa é do sujeito
Desse pobre que nem sabe fazer oração

Uou ô ô…. (vocalização)

Meu Deus, perdoe eu encher os meus olhos de água
E ter-lhe pedido cheio de mágoa
Pro sol inclemente se arretirar, retirar

Desculpe eu pedir a toda hora pra chegar o inverno
E agora o inferno queima o meu humilde Ceará

Oh Senhor, eu pedi para o sol se esconder um pouquinho
Pedi pra chover, mas chover de mansinho
Pra ver se nascia uma planta, uma planta no chão ê ê

Ganância demais
A chuva não cai mais
Corro demais
Política demais
Tristeza demais
Interesse tem demais
Ganância demais
A Fome demais
A Falta demais
Promessa demais
Seca demais
A chuva não tem Mais
Ganancia demais
Chuva tem não tem não tem é demais
Pobreza demais
Povo tem demais
O povo sofre demais…

Esta música naquele todo rol de músicas falando sobre seca, de Marisa Monte à Cordel do Fogo Encantado. Agrada-me muito os ouvidos esse tipo de texto, com personagens falando de forma bem simples sobre assuntos fortes, aqui especialmente “pedi para o sol se esconder um pouquinho/pedi pra chover, mas chover de mansinho“.

O clipe amador são umas imagens até legalzinhas…

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